Rodada reforça disputa por infraestrutura mais barata e rápida para transações globais
Trace Finance — a fintech fundada por brasileiros e sediada em Nova York anunciou uma Série A de US$ 32 milhões que promete destravar novos corredores de pagamento entre Estados Unidos, Brasil e outros mercados emergentes.
- Em resumo: o aporte liderado pela CoinFund vai financiar mais capacidade de câmbio, liquidação instantânea e compliance regulatório em vários continentes.
Quem apostou e por que isso importa
A rodada traz nomes de peso do ecossistema cripto, como Coinbase Ventures, Haun Ventures e Paxos, além de executivos da Circle, Solana Labs e Itaú. O cheque sinaliza que capital de risco especializado em blockchain vê espaço para uma “camada regulada” que resolva a dor de empresas de tecnologia e bancos internacionais ao enviar dinheiro para a América Latina.
“Esta rodada nos permite aprofundar a infraestrutura de pagamentos, compliance e liquidação que as maiores companhias de tecnologia usam para conectar a liquidação digital a sistemas financeiros locais confiáveis”, diz Bernardo Brites, CEO da Trace Finance.
Próximo passo: liquidação em tempo real para quem vende no exterior
Com o novo caixa, a Trace quer dobrar o volume transacionado, ampliar gateways de câmbio automático e obter licenças adicionais nos EUA, Brasil, Ásia-Pacífico e Europa. Para startups, exchanges e marketplaces que hoje pagam spreads altos ou esperam dias pela compensação de valores, a promessa é liquidar em minutos e com custos menores, aproximando o modelo do que gigantes como Stripe praticam em mercados desenvolvidos.
Quando a novidade chega para clientes brasileiros?
A empresa já opera no país, mas novos recursos de câmbio automatizado devem ser liberados nos próximos meses, após aprovação regulatória.
A Trace usa stablecoins ou blockchain nas transações?
Sim. Parte da liquidação é feita em rede blockchain, mas o cliente recebe em moeda local na conta bancária tradicional.
O que você acha? Facilitar câmbio e pagamentos globais pode dar fôlego às startups brasileiras que vendem fora do país? Para acompanhar mais análises sobre fintechs e tecnologia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Trace Finance