Evidências apontam que o remédio vai além do controle de peso e diabetes
Ozempic — Um levantamento da Universidade Rutgers, publicado em 17/06/2026, associa o uso contínuo do agonista de GLP-1 a uma queda significativa em comportamentos agressivos e no impulso por álcool.
- Em resumo: participantes em tratamento ativo tiveram menor propensão a atos violentos que ex-usuários do fármaco.
O que o estudo descobriu
Os pesquisadores analisaram prontuários e entrevistas de 821 adultos norte-americanos que já utilizaram agonistas de GLP-1. Segundo o artigo na revista Criminology, quem continuava aplicando semaglutida apresentava risco bem menor de transformar impulsos em violência, mesmo sob efeito de álcool.
“A relação entre impulsividade, consumo alcoólico e atos agressivos foi significativamente enfraquecida no grupo que segue medicado”, conclui o estudo.
Por que isso importa para o Brasil
No país, estima-se que mais de 300 mil pessoas usem semaglutida, sobretudo para emagrecimento off-label. Se futuras pesquisas confirmarem o efeito no sistema de recompensa cerebral, médicos poderão considerar o medicamento como adjuvante em programas de reabilitação contra álcool ou até opioides, tema já discutido por pesquisadores dinamarqueses.
Especialistas alertam, porém, que se trata de evidência inicial: foram dados observacionais, sem ensaio clínico randomizado. Até que novas fases confirmem segurança e eficácia, o uso principal continua sendo diabetes tipo 2 e obesidade.
Posso tomar Ozempic para controlar agressividade?
Ainda não; não há aprovação de agências regulatórias para essa finalidade.
Quais são os efeitos colaterais mais comuns do GLP-1?
Náusea, vômito, diarreia e, em raros casos, pancreatite.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fernanda/Adobe Stock