Polarização Lula x Bolsonaro domina conversas e expõe temor fiscal no ecossistema
Web Summit Rio 2026 — A quarta edição do megaevento de inovação terminou com 40,2 mil participantes, mas o tom dominante nos lounges foi político: a proximidade da eleição presidencial turbinou o receio de juros altos e esfriou o apetite de venture capital.
- Em resumo: Investidores veem a disputa Lula x Bolsonaro como risco fiscal que encarece o crédito e trava novos aportes.
Busca por “terceira via” vira pauta número 1 dos fundos
Startups e VCs repetiram o mantra de que um nome com agenda liberal poderia acelerar cortes de juros e reabrir a torneira de recursos. Depois da tentativa frustrada de emplacar Eduardo Leite no South Summit, o nome da vez foi Renan Santos, cofundador do MBL, que aparece com 3% das intenções de voto, empatado com Ronaldo Caiado, segundo a Quaest.
“Precisamos de previsibilidade fiscal para destravar rodadas Série A e B”, confidenciou um gestor ouvido nos bastidores.
Geopolítica global tensiona palco principal e reforça debate de soberania digital
Além da política interna, o Center Stage recebeu Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia, que defendeu parcerias “confiáveis” para tecnologia segura. O CEO Paddy Cosgrave também provocou: “O papel do Vale do Silício declinou e o resto do mundo cresceu”. A fala ecoa a coalizão de empresas europeias que cobra autonomia digital frente aos EUA.
Quem é Renan Santos, citado no evento?
Cofundador do MBL, pré-candidato pelo Partido Missão; defende agenda liberal e segurança pública.
Por que a eleição afeta o venture capital?
Incerteza fiscal segura a queda dos juros, encarecendo crédito e reduzindo apetite por aportes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Web Summit