Mercado pressiona e novas soluções ainda não aliviam o bolso do consumidor
TurboQuant – a tecnologia apontada por parte da indústria como possível “coringa” contra a carestia de memória – recebeu avaliação fria de analistas recentemente, e o veredicto não anima quem espera pagar menos por módulos DDR4 ou DDR5 nos próximos meses.
- Em resumo: relatório de mercado indica que TurboQuant não muda, por ora, a trajetória de alta nos preços de RAM.
Por que a expectativa era tão alta em torno de TurboQuant?
Apresentada como um algoritmo que otimizaria a alocação de dados em nível de firmware, a solução prometia ganhos de performance que, na teoria, permitiriam ao usuário comum extrair mais de kits menores de memória. No entanto, análises independentes divulgadas por consultorias do setor e repercutidas pelo Tom’s Hardware mostram que a economia potencial de capacidade gira em torno de 5 % a 7 %, bem abaixo do necessário para provocar queda estrutural de preços.
“Mesmo assumindo adoção maciça, TurboQuant reduziria a demanda global de DRAM em menos de 10 % – insuficiente para alterar o equilíbrio oferta-procura em 2024”, destaca o trecho de um relatório obtido pela TechRadar.
Fatores que mantêm a DRAM cara – e o que esperar
Segundo dados consolidados da TrendForce, a produção de DRAM caiu 19 % no último ano, reflexo de cortes estrategicamente planejados por fabricantes como Samsung e SK Hynix para sustentar margens. Ao mesmo tempo, a corrida por IA generativa inflou a procura por servidores com 512 GB ou mais de RAM, criando gargalos que migraram, em cascata, para o varejo de desktop e notebook.
Para complicar, a transição para a litografia de 1β (1-beta) exige investimentos bilionários em EUV, custo que as gigantes repassam aos compradores finais. Na prática, previsão de consultorias especializadas aponta estabilidade ou até 8 % de aumento nos módulos DDR5 até o segundo trimestre de 2024 – cenário que nenhum algoritmo, por mais engenhoso, consegue reverter no curto prazo.
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Crédito da imagem: Divulgação / TechRadar