Guia rápido para escolher o composto ideal e evitar superaquecimento
Pasta térmica e thermal pad são os dois materiais de interface mais usados para transferir calor de chips para dissipadores — e a escolha certa pode derrubar vários graus no termômetro do seu desktop ou notebook.
- Em resumo: pasta térmica leva vantagem em CPUs; thermal pad brilha em GPUs, SSDs e VRMs.
Camada fina ou almofada flexível: qual rende mais?
A pasta forma uma película microscópica que preenche imperfeições entre o IHS da CPU e a base do cooler. Já o pad funciona como uma almofada moldável, ideal quando há folga física maior — caso típico de módulos de memória ou chips de SSD. Segundo testes compilados pelo The Verge, uma boa pasta de cerâmica ou metal líquido mantém processadores até 7 °C mais frios que pads de silicone na mesma pressão de montagem.
“Os pads comuns perdem eficiência porque não alcançam a espessura mínima exigida por coolers de alto contato”, destaca o comparativo original.
Quando o thermal pad faz sentido — e quando vira vilão
No dia a dia, pads são insubstituíveis em SSDs M.2 e VRMs, onde o dissipador muitas vezes não toca diretamente o chip. Opções avançadas de grafite ou material de mudança de fase chegam perto (ou superam) pastas premium, mas custam caro e podem conduzir eletricidade, exigindo instalação cuidadosa.
Posso colocar thermal pad na CPU do desktop?
Dá, mas a espessura extra costuma aumentar a temperatura em vez de reduzir.
De quanto em quanto tempo trocar a pasta térmica?
A cada 18-24 meses ou sempre que remover o cooler.
O que você acha? Já teve problemas de temperatura? Conte nos comentários e confira outros guias em nossa editoria de tecnologia.
Crédito da imagem: Divulgação / Tiny Techs Tweaks