Decisão afasta rótulo de “mero exportador” e pressiona por investimento local
Brasil — O governo confirmou que não apoiará o texto do G7 sobre cooperação em minerais críticos, movimento que expõe divergências sobre como países em desenvolvimento devem participar da nova corrida global por lítio, níquel e terras raras.
- Em resumo: Brasília quer negociar caso a caso, incluindo transferência de tecnologia e fábricas no país.
Por que o texto do G7 não agradou ao Planalto?
Fontes ouvidas pela CNN indicam que o documento reforçaria o atual modelo em que nações ricas controlam as etapas de alto valor agregado, deixando emergentes como meros fornecedores de matéria-prima. A estratégia brasileira é buscar parcerias que incluam plantas de processamento e centros de pesquisa em território nacional.
“Ficar só na extração perpetua dependência tecnológica; precisamos gerar empregos qualificados aqui”, resumiu um negociador brasileiro envolvido nas tratativas.
Impacto para a transição energética e para o investidor
Segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda por minerais críticos pode quadruplicar até 2030, puxada por carros elétricos e painéis solares. Se conseguir atrair fábricas de baterias e ímãs permanentes, o Brasil passa a disputar fatia maior de um mercado projetado em US$ 400 bilhões. Estados como Minas Gerais e Pará já oferecem incentivos fiscais, enquanto o BNDES discute linhas de crédito verdes para novas cadeias produtivas.
O Brasil pode vetar formalmente o texto do G7?
Não. Como país convidado, apenas decide se endossa ou não o documento final.
O que muda para mineradoras já atuantes no país?
Negociações bilaterais podem exigir contrapartidas de industrialização e P&D local.
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Crédito da imagem: Divulgação / casa.da.photo