Incidente reacende alerta sobre privacidade digital no Brasil
iFood — A plataforma de delivery admitiu recentemente um vazamento que atingiu cerca de 2% de sua base, contrariando rumores de que 43 milhões de contas teriam sido expostas. O episódio coloca à prova a aplicação prática da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em grandes empresas de tecnologia no país.
- Em resumo: iFood diz que a falha foi limitada, mas deve provar à Autoridade Nacional de Proteção de Dados como mitigará o dano.
O que vazou e por que só “2%” fazem barulho
Segundo apuração interna, foram expostos principalmente nome, e-mail e telefone — informações suficientes para golpes de phishing dirigidos. Especialistas ouvidos pela The Verge alertam que até vazamentos “pequenos” geram efeito cascata: criminosos cruzam dados com outras bases para refinar ataques.
“Ao minimizar os números, empresas arriscam subestimar o poder de correlação de dados em mãos erradas”, alerta Anderson Ramos, consultor em cibersegurança.
LGPD à prova: quais obrigações o iFood deve cumprir agora
Pela lei em vigor desde 2020, a companhia precisa notificar usuários afetados, detalhar o incidente à ANPD e adotar medidas que previnam novas ocorrências. O não-cumprimento pode gerar multas de até 2% do faturamento anual, limitadas a R$ 50 milhões por infração.
Quais dados foram vazados do iFood?
Nome, e-mail e telefone, de acordo com nota oficial. Senhas e números de cartão não teriam sido comprometidos.
Como saber se minha conta foi afetada?
O iFood promete comunicados individuais; monitore seu e-mail cadastrado e fique atento a mensagens suspeitas.
O que você acha? A LGPD está sendo aplicada de forma eficaz ou as empresas ainda tratam vazamentos como “rotina”? Para mais análises sobre tecnologia e negócios, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / iFood