Tentáculos artificiais com sensores de luz levam “inteligência distribuída” ao robô
Instituto Italiano de Tecnologia (IIT) — Pesquisadores apresentaram um braço robótico que replica a autonomia dos tentáculos de um polvo ao detectar o toque, calcular a pressão ideal e agarrar objetos sem precisar de comandos do usuário.
- Em resumo: sensores ópticos embutidos nas 10 ventosas do protótipo permitem que cada segmento aja como um “microcérebro”, ajustando a força de preensão até mesmo debaixo d’água.
Sensores ópticos copiam as ventosas do polvo
A equipe instalou anéis de luz dentro de cada ventosa. Quando a estrutura se deforma, o padrão de reflexão muda e os sensores medem intensidade, direção da força e peso estimado do objeto. Esse modelo de “controle local” reduz latência e amplia a precisão, conceito que já vinha sendo debatido em projetos de soft robotics, segundo a MIT Technology Review.
“Cada ventosa funciona como um neurônio periférico, tomando decisões básicas sem sobrecarregar a unidade central de processamento”, descrevem os autores no artigo da revista Nature Machine Intelligence.
Do laboratório ao fundo do mar: onde o braço pode atuar
Com 40 cm de comprimento e limitado a objetos leves, o braço já provou ser capaz de capturar amostras biológicas frágceis e até ferramentas pequenas em ambiente subaquático. Os cientistas veem potencial em exploração oceânica, monitoramento ambiental e coleta de organismos delicados — tarefas em que braços mecânicos rígidos costumam falhar.
O braço já está disponível comercialmente?
Não. Trata-se de um protótipo acadêmico em fase de aprimoramento.
Ele suporta cargas pesadas?
A versão atual manipula apenas itens leves; versões futuras devem ampliar a capacidade.
O que você acha? A autonomia distribuída é o futuro da robótica subaquática? Para mais novidades do setor, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Victor1153 – Shutterstock