Tecnologia mira psoríase, vitiligo e câncer de pele com entrega de RNA sob medida
Universidade de São Paulo (USP) — Pesquisadores brasileiros apresentaram uma plataforma de nanomedicina que leva moléculas de RNA diretamente às células da pele, abrindo caminho para tratamentos mais rápidos e com menos efeitos colaterais.
- Em resumo: nanopartículas de cristal líquido entregam RNA terapêutico que “desliga” genes inflamatórios na psoríase, vitiligo e câncer de pele.
Como as nanopartículas enganam a barreira da pele
O laboratório NanoGeneSkin encapsulou RNA em cristais líquidos, criando uma cápsula que atravessa o estrato córneo e se libera apenas dentro da célula. A estratégia evita a degradação natural do RNA e mira o gene exato que dispara a inflamação — abordagem que especialistas chamam de “edital molecular”, segundo a MIT Technology Review.
“É a nanomedicina de precisão: um alvo específico e um RNA complementar para silenciar o gene superexpresso”, destacou Maria Vitória Bentley, coordenadora do projeto, na FAPESP Week Londres.
Do laboratório aos pacientes: o que muda na prática
Em modelos animais, a técnica diminuiu marcadores inflamatórios e acelerou a cicatrização sem recorrer a imunossupressores sistêmicos. A equipe já registrou patentes e negocia com farmacêuticas para iniciar testes clínicos em humanos. Se o cronograma avançar, a projeção é que o primeiro estudo em voluntários aconteça dentro de três anos, tornando o Brasil referência em terapias genéticas cutâneas.
Essa terapia já está disponível para pacientes?
Ainda não; a plataforma está prestes a entrar em fase clínica.
Quais doenças podem se beneficiar primeiro?
Psoríase, vitiligo e tipos selecionados de câncer de pele estão no topo da lista.
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Crédito da imagem: Divulgação / USP