Nova estratégia legal quer frear deepfakes antes que viralizem
Taylor Swift – Na última semana, a cantora deu entrada em registros de marca que cobrem voz, frases-chave e até poses de palco, numa resposta direta ao avanço dos geradores de conteúdo por inteligência artificial.
- Em resumo: frases como “Hey, it’s Taylor Swift” passam a ser marca registrada, dificultando o uso em vozes sintéticas.
Do Copyright ao Trademark: mudança de rota
Em vez de depender apenas do direito autoral, que protege obras específicas, Swift aposta no trademark para alcançar qualquer uso “confusamente similar”. A estratégia, segundo o advogado Josh Gerben, é inédita na magnitude e mira clipes, anúncios ou músicas clonadas. Reportagem da Wired analisa como o voice cloning virou um mercado bilionário, pressionando artistas a buscar novas salvaguardas.
“Entre os registros, Swift incluiu categorias pouco comuns, como marcas sonoras”, explica Gerben no processo consultado pelo Tecnoblog.
Por que isso importa para outros artistas e plataformas
Em 2023, o hit falso “Heart on My Sleeve”, que imitava Drake e The Weeknd, alcançou milhões de streams antes de ser removido, mostrando o poder dos deepfakes musicais. Ferramentas como ElevenLabs e OpenAI Voice Engine prometem clonar timbres em minutos, enquanto a ausência de legislação específica deixa brechas. Ao transformar voz e imagem em ativos de marca, Swift ganha base para solicitar remoções rápidas e acionar empresas que hospedem clones, inclusive em mercados onde o copyright é mais flexível.
Dados da IFPI apontam que o consumo global de áudio gerado por IA cresceu 27 % em 2024, puxado por redes sociais de curto formato. Especialistas projetam que selos e artistas independentes sigam o exemplo de Swift, fortalecendo acordos com plataformas para filtrar uploads suspeitos.
O que é uma marca sonora?
É um registro de propriedade intelectual que protege um jingle, vinheta ou frase falada associada a uma entidade.
Posso usar covers de Taylor Swift gerados por IA?
Sem licença oficial, o material pode infringir tanto direitos autorais quanto as novas marcas registradas.
O que você acha? Medidas como essa podem conter os deepfakes ou só mudar o jogo? Para mais análises sobre inteligência artificial, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Thássius Veloso/Tecnoblog