Escassez de chips faz console portátil disparar de preço mundialmente
Steam Deck — A Valve reajustou recentemente o preço do seu console portátil em todo o mundo, com aumentos que chegam a US$ 300 (cerca de R$ 1.522) por unidade, impactando diretamente quem cogita importar o aparelho para o Brasil.
- Em resumo: falta de memória DRAM e flash, puxada por big techs de IA, encarece modelos OLED de 512 GB e 1 TB.
Novos valores: até 38% de alta em dólares
O Steam Deck OLED de 512 GB saltou de US$ 549 para US$ 789, enquanto a versão de 1 TB foi de US$ 649 a US$ 949. Considerando dólar comercial a R$ 5,07, o custo final (sem impostos) passa a R$ 4.002 e R$ 4.813, respectivamente — praticamente o valor cobrado por alguns notebooks gamers no Brasil. A Valve atribui o aumento à “crise mundial de fornecimento de memórias”, provocada pela corrida de gigantes de inteligência artificial por DRAM e NAND, como detalha o TudoCelular.
“A partir de agora, o console portátil ficou até US$ 300 mais caro em todo o mundo”, informou a Valve no comunicado oficial.
Impacto para o brasileiro: taxação pode elevar custo a R$ 6 mil
Como o Steam Deck não é vendido oficialmente por aqui, a alternativa segue sendo importar. Com os novos valores, quem trouxer o produto por remessa expressa pode pagar 60% de imposto federal, ICMS estadual e taxa de despacho. Na prática, o modelo de 1 TB pode chegar a R$ 6 mil — acima do preço de rivais como o ASUS ROG Ally oficialmente homologado no Brasil.
Por que o Steam Deck ficou mais caro?
A demanda de IA reduziu estoques de memória, elevando custos de produção da Valve.
Ainda vale a pena importar o Steam Deck?
Com alta de preço e impostos, só compensa para entusiastas que priorizam o ecossistema Steam.
O que você acha? A alta de preço inviabiliza o portátil para você ou ainda faz sentido encarar a importação? Para mais análises do mercado tech, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Valve