Bloqueio britânico alimenta corrida global por regras de proteção infantil online
Reino Unido — O governo de Keir Starmer confirmou proposta que proíbe usuários com menos de 16 anos de acessar redes sociais populares, com aplicação prevista para o primeiro semestre de 2027. A medida, enviada ao Parlamento antes do Natal, coloca gigantes como TikTok, Instagram, Facebook, X, Snapchat e YouTube na mira de novas auditorias de conformidade.
- Em resumo: contas de menores serão bloqueadas; lives e mensagens de desconhecidos também ficam vetadas.
Multas pesadas e checagem de idade: como o texto aperta o cerco
Inspirado no modelo australiano, o projeto prevê sanções que, convertidas, podem ultrapassar R$ 180 milhões por infração às plataformas. Relatório da The Verge mostra que 70% dos jovens na Austrália contornaram o bloqueio via VPN, acendendo alerta sobre mecanismos de verificação etária robustos.
“A Ofcom terá 18 meses para validar tecnologias capazes de impedir cadastros falsos”, afirmou a secretária de Tecnologia, Liz Kendall.
Efeito dominó: por que a decisão importa para Brasil e outras economias
Ao endurecer as regras, Londres pressiona União Europeia e América Latina a acelerar discussões. No Brasil, o ECA Digital já exige consentimento parental para menores de 16 anos, mas não impõe banimento total. A proposta britânica pode fortalecer a ala do governo que defende restrições mais severas, inclusive bloqueios automáticos a algoritmos de recomendação.
Quando a proibição começa a valer no Reino Unido?
O texto projeta vigência entre abril e junho de 2027, após fase de testes.
WhatsApp e Signal também serão afetados?
Não. Apps focados em mensagens privadas ficam fora da nova regra britânica.
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Crédito da imagem: Divulgação / Panos Sakalakis (Unsplash)