Violação atinge ensaios de Ozempic e Wegovy, mas empresa alega que participantes não podem ser identificados
Novo Nordisk — A gigante dinamarquesa por trás dos antidiabéticos Ozempic e Wegovy confirmou um ciberataque que acessou dados de ensaios clínicos, divulgou a companhia nesta semana.
- Em resumo: Informações pseudonimizadas de testes foram comprometidas; a farmacêutica diz que não há conexão direta com dados pessoais.
Cibersegurança em xeque no setor de saúde
O incidente expõe mais uma vez a vulnerabilidade da indústria farmacêutica, pressionada por hackers que buscam dados valiosos de pesquisa. Ataques contra o setor de saúde cresceram 60% em 2023, segundo levantamento da Forbes, colocando laboratórios na linha de frente dos alvos corporativos.
“A empresa informa que os registros acessados são pseudônimos e, aparentemente, não permitem a identificação dos pacientes”, declarou a Novo Nordisk em nota oficial.
O que muda para pacientes e mercado brasileiro
De acordo com a farmacêutica, as investigações internas continuam e, até o momento, não há sinal de suspensão de estudos ou impacto no fornecimento de Ozempic e Wegovy no Brasil. Mesmo com a baixa chance de identificação dos voluntários, especialistas alertam que a exposição de protocolos clínicos pode comprometer segredos industriais e alimentar fraudes em prescrição online.
Que tipo de dado foi vazado?
Arquivos de ensaios clínicos contendo resultados e identificadores codificados de participantes.
Há risco para pacientes brasileiros?
A Novo Nordisk diz que não: os dados são pseudônimos e não ligam voluntários a informações pessoais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Novo Nordisk