Entenda o que a legislação norte-americana exige de quem pretende usar VPN durante a Copa de 2026
VPN — O uso de redes privadas virtuais é permitido nos Estados Unidos, no Canadá e no México, mas a tolerância acaba onde começam infrações de direitos autorais e cláusulas contratuais de serviços de streaming.
- Em resumo: VPN é legal nos três países; o problema é burlar bloqueios geográficos de Netflix, Disney+ ou serviços esportivos.
EUA permitem VPN, mas leis de copyright são rígidas
No território norte-americano, a Virtual Private Network é considerada ferramenta legítima de privacidade. A Digital Millennium Copyright Act (DMCA) — que completa 25 anos — enquadra como infração o acesso não autorizado a conteúdo protegido. Caso o usuário utilize a VPN para desbloquear um jogo ou filme fora do catálogo local, o serviço pode suspender a conta, além de multas civis que passam de US$ 150 mil por obra, segundo a legislação. A The Verge lembra que provedores de VPN podem ser intimados a entregar dados em investigações federais.
“A VPN em si é legal, mas não é carta branca para violar acordos de licenciamento”, alerta o Center for Democracy & Technology.
Canadá e México: sem proibição, porém penas altas para pirataria
No Canadá, a Copyright Act também permite o uso de VPN, mas prevê multas de até CAD 5 mil para consumidor que faça streaming ilícito. Já o México adota a Lei Federal de Direitos Autorais: o usuário corre risco de bloqueio de IP e multas que podem ultrapassar MXN 1,5 milhão. Para quem planeja ir aos 16 estádios da Copa de 2026, isso significa ter cuidado redobrado ao acessar transmissões de campeonatos estrangeiros.
Usar VPN para acessar minha conta brasileira de streaming é ilegal?
Não, mas viola termos de uso; a plataforma pode suspender sua assinatura.
Posso ser preso por assistir jogo via link pirata conectado à VPN?
A prisão é rara, mas multas e processos civis são previstos em EUA, Canadá e México.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pexels