Relógios inteligentes evoluíram, mas o sistema de saúde ficou para trás
Samsung Galaxy Watch — Um estudo populacional norte-americano divulgado recentemente indica que, mesmo com a popularidade crescente dos wearables desde 2020, apenas 19,2% dos usuários compartilham os dados captados com profissionais de saúde, evidenciando um gargalo que também se repete no Brasil.
- Em resumo: 4 em cada 5 usuários guardam para si informações que poderiam acelerar diagnósticos.
Por que a integração falha mesmo com apps robustos
Segundo a análise conduzida pela pesquisadora brasileira Aline Pedroso, a falta de padronização entre plataformas — do Samsung Health ao Apple Health — e a inexistência de APIs adotadas em massa por hospitais são os principais entraves. Além disso, sistemas eletrônicos de prontuário raramente conversam com aplicativos de consumo. O levantamento, publicado na JAMA Network Open, reforça que a barreira não é a tecnologia embarcada em dispositivos como o Galaxy Watch 6, que já mede pressão arterial, oxigenação e ECG.
“Consultórios não têm infraestrutura para receber, organizar e interpretar o volume de dados gerado pelos relógios”, destaca o estudo de 17.395 participantes.
Como isso afeta usuários Galaxy no Brasil
No mercado brasileiro, onde o Galaxy Watch lidera entre Androids, a situação não é diferente. Planos de saúde ainda dependem de laudos presenciais e não aceitam arquivos .csv exportados pelo app Samsung Health. A Agência Nacional de Saúde Suplementar até discute regras de prontuário eletrônico unificado, mas não há cronograma oficial de adoção. Enquanto isso, o potencial clínico de sensores — como a nova detecção de apneia do sono certificada pela FDA nos EUA — fica limitado ao acompanhamento individual do usuário.
Quais relógios Galaxy monitoram saúde?
Todos os modelos desde o Galaxy Watch Active 2 trazem batimentos, SpO2 e sono; as séries Watch 4 a Watch 6 adicionam ECG e pressão arterial.
Os dados do Galaxy Watch podem ser exportados para médicos?
Sim, via Samsung Health (formato PDF ou .csv), mas a maioria dos sistemas clínicos brasileiros ainda não importa esses arquivos.
O que você acha? Os hospitais deveriam correr para integrar esses dados? Para mais análises do ecossistema Galaxy, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Samsung