Satélite-data center promete computação de IA sem gastar um metro quadrado em terra
SpaceX AI1 — A companhia de Elon Musk revelou o primeiro “data center orbital” capaz de entregar até 150 kW de computação, o mesmo que um rack NVIDIA GB300, operando a 600 km de altitude e movido só a painéis solares.
- Em resumo: cada AI1 equivale a um servidor de IA completo, mas sem custos de terreno ou água para refrigeração.
Potência de rack NVIDIA, refrigeração líquida em pleno vácuo
Com envergadura de 70 m — maior que um Boeing 747 — o AI1 usa radiadores de 110 m² para dissipar calor onde o ar não ajuda. Segundo dados oficiais, sua pegada energética replica o consumo de um rack GB300 (≈140 kW) em terra, mas alimentado por painéis de 250 W/m². Para especialistas ouvidos pelo Tom’s Hardware, o grande mérito está na escala: dezenas de satélites podem formar um cluster de vários megawatts sem erguer novos galpões.
“Não existe nenhuma mágica necessária que ainda não exista. Boa parte disso é tecnologia que já criamos com os satélites Starlink V3”, disse Musk no vídeo de apresentação.
Chips intercambiáveis driblam escassez e reduzem custos
Diferente de projetos fechados, o módulo de processamento do AI1 é removível. Isso permite instalar GPUs ou aceleradores de qualquer fabricante conforme preço e disponibilidade — ponto crítico num cenário em que NVIDIA H100 e AMD MI300 seguem com filas de espera de meses. A estratégia conversa com a meta ambiciosa da SpaceX: lançar mais de 6 000 unidades por ano até 2027 e alcançar 1 GW de poder de IA em órbita.
Quantos AI1 são necessários para 1 MW?
Cerca de nove satélites, considerando 120 kW médios por unidade.
Quando o primeiro protótipo voa?
A SpaceX fala em “pouco mais de um ano” para o primeiro AI1 operacional.
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Crédito da imagem: Divulgação / SpaceX