Lucro expressivo não convenceu executivos da PlayStation
PlayStation — Nos últimos três anos, a divisão de jogos da Sony arrecadou cerca de US$ 300 milhões ao levar títulos tradicionalmente exclusivos do console para o PC, mas, mesmo com o montante, a companhia resolveu desacelerar novas conversões.
- Em resumo: Ex-gerente revelou receita alta, porém política interna prioriza novamente a exclusividade do PS5.
Como a Sony chegou a US$ 300 milhões no PC
Segundo Jerry Liu, ex-gerente de insights da empresa, o marco financeiro foi atingido entre 2021 e 2023 graças a promoções agressivas, reposicionamento de catálogo e reajuste de preços que, isoladamente, impulsionou a receita bruta em 25%. A estratégia incluía sucessos como Horizon Zero Dawn, God of War (2018) e Marvel’s Spider-Man Remastered, ports que ultrapassaram 8 milhões de cópias combinadas no Steam, de acordo com dados compilados pela The Verge.
“Definimos preços mais competitivos e revimos o timing de descontos, o que por si só elevou a receita bruta em 25%,” detalhou Liu em seu perfil no LinkedIn.
Por que a empresa volta a apostar na exclusividade
Fontes de bastidores indicam que o alto custo de marketing e de suporte pós-lançamento — além do temor de canibalizar vendas do PS5 — pesaram na decisão. Assim, projetos single-player como Saros e Ghost of Yotei teriam sido retirados da fila de ports. O recuo, porém, não é total: experiências multiplayer, a exemplo de Helldivers 2 e Marathon, continuam planejadas para chegar simultaneamente a PC e console, alinhando-se à tendência “live-service” que domina o setor, conforme avaliação da Forbes.
Analistas lembram que, historicamente, a Sony prioriza hardware proprietário; não por acaso, exclusivos como Final Fantasy VII Rebirth seguem trancados no ecossistema PlayStation por pelo menos um ano antes de qualquer negociação para outras plataformas. Mantendo a marca forte, a gigante japonesa mira repetir o ciclo de vendas do PS4, que ultrapassou 117 milhões de unidades.
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Crédito da imagem: Divulgação / Housemarque