Rastreamento de cliques e chats vira combustível para novos algoritmos
Meta – Em memorando divulgado recentemente, a companhia confirma o uso de métricas minuciosas de produtividade – de reuniões no Workplace a linhas de código no GitHub interno – para alimentar modelos de inteligência artificial projetados para executar tarefas repetitivas hoje delegadas a pessoas.
- Em resumo: cada ação digital do quadro de 86 mil funcionários está sendo convertida em dados de treinamento para automação futura.
Sensores digitais acompanham cada passo do trabalho
Segundo o vazamento, a Meta combina logs de aplicativos corporativos, mensagens e até duração de ligações de suporte para construir um “gêmeo comportamental” do colaborador. A prática amplia a tendência de dataficar a rotina de escritório, como já discutido pela Wired em estudos sobre uso de IA para gestão de times.
“Simply by doing their daily work, employees estão rotulando conteúdo real que treina sistemas destinados a reduzir headcount”, descreve o documento interno ao qual o TechRadar teve acesso.
Privacidade e emprego em risco: o que pode acontecer agora
Especialistas alertam que a coleta intensiva esbarra em legislações como o GDPR europeu e o PL 21/2020, que trata da IA no Brasil. Além disso, o movimento pressiona sindicatos de tecnologia, que já cobram transparência sobre algoritmos de produtividade. Historicamente, empresas como IBM e Microsoft usaram estatísticas internas para automatizar suporte e help desk – economizando milhões em folha, mas abrindo brechas para processos trabalhistas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Meta