63 anos depois, a corrida espacial ainda cobra inclusão feminina
Valentina Tereshkova entrou para a história em 16/06/1963, mas, passadas mais de seis décadas, a presença feminina no espaço evolui a passos lentos e deixa o Brasil sem nenhuma representante.
- Em resumo: só 74 mulheres (11,8% do total) já cruzaram a atmosfera, segundo dados da NASA.
Uma pioneira solitária na órbita da Terra
O voo solo da soviética durou 71 horas e 48 voltas ao redor do planeta, feito que a manteve como a única mulher a viajar sozinha até hoje. A façanha virou vitrine da URSS na Guerra Fria e abriu caminho para futuras astronautas — mas em ritmo tímido; Sally Ride só repetiria o feito feminino 20 anos depois, como registra a NASA.
“Estamos diante do retorno à Lua e de Marte. Os voos não avançam sem o envolvimento ativo das mulheres.” — Valentina Tereshkova
Por que a igualdade ainda não chegou à órbita
De 1963 até hoje, pouco mais de 600 pessoas deixaram o planeta; menos de 12% são mulheres. Especialistas apontam seleção militar excludente, orçamento restrito e vieses históricos. Para o Brasil, a barreira é dupla: o país sequer mantém programa tripulado ativo, embora a Agência Espacial Brasileira sinalize abertura para acordos comerciais que possam levar a primeira brasileira ao espaço ainda nesta década.
Quantas mulheres já foram ao espaço?
Até 2026, 74 no total, segundo a NASA, frente a mais de 540 homens.
O Brasil tem mulher treinando para astronauta?
A Agência Espacial Brasileira não selecionou nenhuma candidata, mas há civis em filas de voos privados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Arquivo Oficial da Roscosmos