Complexo reproduz bairro americano para testes de invasão e resposta rápida
FBI — A agência norte-americana abriu as portas de um “minibairro” de 22 mil m² construído do zero para treinar investigadores em cenários realistas de ataques cibernéticos, inclusive com um datacenter de 200 servidores totalmente hackeáveis.
- Em resumo: a estrutura conta com casas, loja de conveniência, posto de combustível e infraestrutura de TI dedicada a simular crimes digitais e físicos ao mesmo tempo.
Por que uma cidade inteira para treinar contra hackers?
O FBI argumenta que crimes virtuais já causam prejuízos anuais de US$ 10,3 bilhões, segundo o próprio Internet Crime Report. Replicar ambientes com IoT, sistemas de pagamento e redes corporativas garante que agentes testem malware e técnicas de intrusão em condições próximas da vida real, explicou um porta-voz ao Forbes.
“É uma instalação única: podemos derrubar servidores, manipular bombas de combustível ou sequestrar câmeras de segurança sem risco ao público”, disse o diretor do centro de inovação.
Relevância para o Brasil e para as empresas locais
O Brasil figura entre os cinco países mais atacados por ransomware, segundo a SonicWall. A criação de um laboratório desse porte tende a acelerar novas táticas de investigação que, via cooperação internacional, chegam a delegacias especializadas e CERTs brasileiros. Para CISOs de grandes varejistas on-line, o movimento sinaliza a necessidade de preparar ambientes de teste internos e red teams dedicados.
O que é a cidade de treinamento do FBI?
Um campus fechado que replica bairro real, com servidores vulneráveis para exercícios de hacking.
Agências brasileiras podem participar?
Sim, o FBI costuma convidar policiais de países parceiros para cursos avançados de cibersegurança.
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Crédito da imagem: Divulgação / FBI