Especialistas alertam para coleta agressiva de currículos e uso sem consentimento claro
Plataformas de busca de emprego — Um novo estudo divulgado por pesquisadores de cibersegurança aponta que diversos sites de vagas estariam repassando informações pessoais de candidatos a bancos de dados de marketing e corretores de informações sem notificação adequada.
- Em resumo: currículos completos, históricos salariais e contatos podem estar sendo vendidos a anunciantes e golpistas.
Metodologia expõe brechas que afetam milhões de usuários
Os analistas mapearam dezenas de portais de emprego populares e identificaram formulários que solicitam mais dados do que o necessário — como CPF, data de nascimento e até situação familiar — sem explicar a finalidade. Segundo reportou o The Verge, parte dessas informações é compartilhada com redes de afiliados que coletam cookies de rastreamento e constroem perfis de consumo.
“Our research suggests that there are real risks associated with these sites”, destaca o relatório citado pelo TechRadar.
Impacto no Brasil e consequências legais
No mercado brasileiro, onde plataformas como Catho, InfoJobs e LinkedIn concentram boa parte das buscas por vagas, o problema ganha contornos extras. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) prevê multas de até 2% do faturamento da empresa (limitadas a R$ 50 milhões) em caso de uso irregular de dados pessoais. Especialistas recomendam que candidatos leiam a política de privacidade antes de submeter o currículo e utilizem contas de e-mail dedicadas para processos seletivos.
Como proteger meus dados ao procurar emprego online?
Evite informar documentos sensíveis, use um e-mail exclusivo e verifique se o site utiliza conexão HTTPS.
Quais sinais indicam que a plataforma pode vender informações?
Excesso de anúncios, política de privacidade vaga ou exigência de dados irrelevantes ao processo seletivo.
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Crédito da imagem: Divulgação / TechRadar