Projeto universitário desafia padrão dos data centers e cutuca o custo da nuvem
UCSD e Google — Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego transformaram lotes de smartphones Pixel aposentados em mini-servidores e, nos testes iniciais, o desempenho por núcleo bateu o de um rack com processadores AMD EPYC.
- Em resumo: 25 a 50 celulares antigos entregam a mesma força de uma CPU de classe servidor com dois soquetes.
Desempenho: Pixel Fold 2023 surpreende em benchmark SPEC
No SPEC CPU 2017, os núcleos de alto desempenho do Pixel Fold ficaram à frente do servidor ASUS RS720A-E11 equipado com EPYC 7713 em várias cargas de thread única, aponta The Verge. A soma dos telefones, claro, não alcança a potência bruta de GPUs H200 ou RTX Pro 6000, mas a eficiência por watt impressiona.
“Processadores móveis modernos igualam ou superam servidores multinúcleo atuais em desempenho isolado”, observam os autores do estudo.
Sustentabilidade e economia: onde o cluster faz sentido
Com ciclo médio de troca de celular em quatro anos, o Brasil gerou 420 mil toneladas de lixo eletrônico em 2023, segundo a ONU. Reaproveitar placas-mãe dos smartphones pode cortar custos de hardware em até 80 % e reduzir o carbono incorporado — vantagem importante para startups, universidades e indies que hospedam jogos ou servidores de treino de bots.
O que é phone cluster computing?
Método que agrupa placas-mãe de celulares, roda Linux e orquestra tudo via Kubernetes.
Quantos Pixels equivalem a um servidor?
Entre 25 e 50 aparelhos antigos entregam o poder de uma CPU dupla EPYC.
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Crédito da imagem: Divulgação / Google