Estúdios brasileiros sobem de nível, mas raramente aparecem nos créditos finais
CD Projekt RED — O fenômeno do outsourcing em títulos AAA, escancarado por Cyberpunk 2077, já consome 35,5% dos orçamentos globais de conteúdo e colocou o Brasil no radar das maiores publishers.
- Em resumo: sete estúdios espalhados por seis países ajudaram a criar Cyberpunk 2077 — e muitos deles ficaram anônimos. Transmissão: Band
Bilhões movem o “back office” dos games de alto orçamento
De acordo com a pesquisa State of Video Gaming 2026, a terceirização saltou durante a pandemia e virou ferramenta-chave para cortar custos e acelerar cronogramas. Esse mercado paralelo reúne desde gigantes como Activision Blizzard até casas independentes na Malásia, apontou o The Verge.
“Mais de sete estúdios estiveram envolvidos na produção de Cyberpunk 2077, vindos de seis países diferentes.” — levantamento da reportagem original
Brasil vira polo de qualidade, mas enfrenta gargalo de talentos sênior
Recife, Salvador e Fortaleza abrigam times que já deixaram sua marca em Call of Duty, Horizon Forbidden West e Returnal. A disparidade cambial dólar–real soma-se ao fuso horário amigável para tornar o País atraente. O desafio? Falta mão de obra sênior suficiente quando um cliente pede 30 artistas de personagem prontos para produção em escala.
Quem são os principais estúdios brasileiros de outsourcing?
Diorama Digital, Kokku Games e Webcore Games lideram, atuando em projetos de Sony, Microsoft e EA.
Por que muitos profissionais não aparecem nos créditos?
As publishers detêm a IP e, por contrato (NDA), podem listar apenas a empresa terceirizada ou omitir nomes individuais.
O que você acha? A ausência de crédito afeta o futuro dos desenvolvedores? Para mais análises sobre o mercado de tecnologia e negócios digitais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CD Projekt RED