Dados médicos, chips biológicos e 11 mil fotos entram em análise aprofundada pela agência
NASA — Após o bem-sucedido retorno da cápsula Orion, a agência espacial iniciou uma maratona de exames clínicos, testes com “órgãos-em-chip” e padronização de 11,5 mil novos arquivos de mídia, etapa decisiva para as próximas viagens humanas à Lua e a Marte.
- Em resumo: Artistas principais da missão passam por baterias médicas e chips celulares para mapear riscos de longa duração no espaço.
Astronautas foram examinados horas depois do pouso
Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen encararam, ainda no deck de recuperação, medições de pressão arterial, cognição e coordenação motora. Testes semelhantes, descritos pela MIT Technology Review, costumam indicar quanto tempo o corpo leva para voltar ao rendimento normal depois de longas estadias em microgravidade.
“A coleta inicial de dados foi concluída cerca de 45 dias após o pouso da cápsula Orion”, informou a NASA no comunicado oficial.
Por que esses dados são cruciais para as viagens a Marte
A combinação de exames em humanos, amostras de sangue e saliva e os minúsculos “chips AVATAR”, que carregaram células da medula óssea de cada tripulante, cria o maior banco de respostas biológicas já obtido fora da órbita baixa. A análise vai calibrar trajes, rotinas de exercício e contramedidas contra radiação para missões de até três anos — tempo estimado para um roteiro Terra-Marte-Terra.
Quando a NASA libera os dados ao público?
Após anonimização, as informações entram no Arquivo de Dados de Ciências da Vida ainda este ano.
Por que a agência usa “órgão-em-chip” em vez de animais?
A tecnologia reproduz tecidos humanos com mais precisão, reduz custo e elimina variáveis éticas.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA