Descoberta quebra recorde e cria novo caminho para estudar galáxias antigas
Telescópio Espacial James Webb — Astrônomos divulgaram recentemente a detecção do buraco negro adormecido mais distante já visto, localizado na galáxia MRG-M0138, a 10,3 bilhões de anos-luz. O achado desafia modelos de evolução cósmica e inaugura um método para “enxergar” objetos invisíveis em todos os comprimentos de onda.
- Em resumo: objeto tem 6 bilhões de massas solares e só pôde ser medido graças a uma lente gravitacional que ampliou o sinal em 30 vezes.
Método inédito transformou ausência de luz em dados concretos
Como o buraco negro está inativo e não emite radiação, a equipe recorreu ao movimento das estrelas ao redor para estimar a sua massa — abordagem normalmente limitada a galáxias próximas. O sucesso, segundo analistas citados pela The Verge, abre caminho para aplicar a técnica em dezenas de sistemas semelhantes capturados pelo Webb.
“Essas galáxias se comportam como brasas; estudar suas cinzas revela o que apagou o fogo estelar”, explicou Andrew Newman, da Carnegie Science.
Por que isso muda a forma de mapear o Universo primitivo
O recorde anterior para buracos negros adormecidos foi superado em 15 vezes, mostrando que estruturas gigantes já existiam quando o Universo tinha menos de 4 bilhões de anos. Com a futura combinação de dados do telescópio de grande campo Euclid e do Nancy Grace Roman, os pesquisadores preveem um “censo” de buracos negros silenciosos que ajudará a explicar por que algumas galáxias pararam de formar estrelas tão cedo.
O que é um buraco negro adormecido?
É um buraco negro que não está atualmente ingerindo matéria e, por isso, não emite radiação detectável.
Por que a lente gravitacional foi decisiva?
Ela ampliou em até 30 vezes a luz da galáxia, permitindo medir a velocidade das estrelas e inferir a massa do buraco negro.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA-ESA-CSA