Avistamentos em série reacendem debate sobre fenômenos aéreos não identificados no Brasil
OVNIs no Paraná — Relatos de luzes sobre Campo Largo e Pontal do Paraná ganharam força nas redes sociais recentemente, levantando suspeitas de atividade extraterrestre e mobilizando a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
- Em resumo: autoridades descartam risco aéreo e apontam possíveis explicações como satélites Starlink e drones de uso recreativo.
De onde vieram as luzes vistas em Campo Largo e Pontal?
Moradores registraram feixes esbranquiçados em formação linear — padrão típico de satélites da constelação Starlink, segundo astrônomos ouvidos pelo The Verge. Lançados pela SpaceX, esses objetos refletem a luz solar ao entardecer, criando a impressão de “frota” no céu.
“A largura e o alinhamento dos pontos luminosos batem com o cronograma do lançamento Starlink 6-51, de 17 de março”, explicou o físico Marcelo Zurita, membro da BRAMON (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros).
FAB e DECEA: protocolos e limites na investigação
A FAB confirmou, em nota, que não identificou tráfego irregular na região e que “eventuais anomalias ópticas não configuram ameaça à aviação civil”. Já o DECEA reforçou que drones de uso recreativo, especialmente equipados com LEDs de alto brilho, também podem provocar confusão em áreas menos urbanizadas.
Além de drones e satélites, especialistas lembram do fenômeno atmosférico parélio — manchas de luz causadas pela refração solar em cristais de gelo. Embora raro no Sul, ele não está descartado pelas equipes de monitoramento climático.
Por que o Paraná registra tantos relatos de OVNIs?
O estado concentra observatórios amadores e rotas de satélites visíveis após o pôr do sol, o que aumenta a quantidade de registros.
A FAB abre investigações formais em todos os casos?
Só quando há risco à segurança de voo. Avistamentos visuais sem eco de radar viram “ocorrências fenomênicas” arquivadas.
O que você acha? As luzes eram tecnologia humana ou algo além da nossa compreensão? Compartilhe nos comentários e, para seguir atualizado sobre ciência e tecnologia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / BRAMON