Hackers, drones e insiders formam a combinação que desafia governos e empresas
Infraestrutura Crítica Nacional (CNI) — Relatório recente alerta que ataques cibernéticos, invasões físicas e ameaças aéreas agora ocorrem de forma simultânea, criando um cenário de risco inédito para energia, água, telecomunicações e transporte.
- Em resumo: ofensivas mistas dificultam detecção e exigem integração de TI, segurança física e defesa aérea.
Do ransomware ao drone: ataques convergem
A onda de hybrid threats ganhou forma após casos como o ataque de ransomware à Colonial Pipeline em 2021 e o uso de drones para mapear usinas elétricas europeias, segundo análise da MIT Technology Review. Hoje, criminosos combinam invasão a sistemas OT (tecnologia operacional) com sabotagem de perímetro para paralisar serviços essenciais.
“With hybrid threats, from cyber, perimeter and air, how do security operators protect Critical National Infrastructure?”
Por que o Brasil precisa acelerar a defesa
O país soma mais de 170 sistemas de geração de energia interligados, além de 5,5 mil aeroportos regionais. A falta de normas específicas para integração entre SOCs (Security Operations Centers) e centros de vigilância física pode aumentar o tempo de resposta. Especialistas apontam que a Lei Geral de Proteção de Dados não cobre incidentes em equipamentos industriais, deixando um vácuo regulatório para ataques a Supervisory Control and Data Acquisition (SCADA).
O que são ameaças híbridas?
São ofensivas que misturam hacking, ações físicas e recursos aéreos (drones) para comprometer infraestrutura crítica.
Quais setores brasileiros estão mais expostos?
Energia, saneamento, telecom e transporte, por dependerem de sistemas OT conectados e vastos perímetros físicos.
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Crédito da imagem: Divulgação / TechRadar Pro