Estrutura interna quer transformar ideias em produtos em até 6 meses
Asaas — A fintech catarinense inaugurou a divisão “Drones”, um laboratório de venture building que dará recursos e autonomia a intraempreendedores para testar e validar novas soluções ligadas ao core de pagamentos.
- Em resumo: Funcionários tornam-se CEOs de projetos com squad próprio, verba garantida e contato direto com a liderança.
Como funciona o “voo” dos Drones
A cada ciclo, profissionais com histórico em SaaS ou fintech apresentam teses de negócio em um “Shark Tank” interno. O vencedor assume um contrato CLT, recebe equipe dedicada e até três anos para escalar a solução — modelo inspirado em cases como o do Google Venture Builder, segundo dados compilados pelo TechCrunch.
“Esse funcionário vai dormir e acordar pensando nesse problema, e terá acesso direto à alta liderança para resolver obstáculos”, destaca Pedro Rocha, VP de Novos Negócios.
Por que isso importa para as fintechs brasileiras
Com caixa reforçado por R$ 820 milhões e mais de R$ 500 milhões em faturamento, o Asaas quer reduzir a dependência de aquisições externas e acelerar o lançamento de features como crédito, CRM e marketing para PMEs. O movimento antecipa uma tendência: grandes fintechs criando hubs internos para iterar rápido, diminuir riscos de M&A e ampliar LTV da base de clientes.
Quando o primeiro Drone entra em operação?
O projeto piloto inicia em junho, com fase de validação de seis meses.
Quem pode participar dos próximos ciclos?
Profissionais com experiência comprovada em SaaS ou fintechs, convidados pela empresa.
O que você acha? Esse modelo pode substituir as aquisições tradicionais? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Asaas