Nova forma de biometria surge como alternativa ao Touch ID e Face ID
Ear ID — Pesquisadores da Universidade de Zhejiang, na China, detalharam recentemente um sistema de autenticação que usa fones de ouvido para ler o batimento cardíaco do usuário e, com isso, liberar o acesso a celulares, notebooks e apps.
- Em resumo: o ritmo do seu coração vira “chave” biométrica, dispensando senha, digital ou reconhecimento facial.
Como a tecnologia “escuta” seu coração?
O protótipo usa alto-falantes e microfones comuns em earbuds para enviar ondas sonoras imperceptíveis ao ouvido e medir minúscimas vibrações causadas pelo fluxo sanguíneo. Segundo os testes divulgados, o algoritmo acerta a identificação em 97% dos casos após três segundos de leitura – taxa comparável às soluções de impressão digital, de acordo com dados citados pelo The Verge.
“Cada pessoa tem um padrão único de microvibrações no canal auditivo, ligado ao ritmo cardíaco, que funciona como impressão digital interna”, explicam os autores do estudo.
Impacto para usuários, big techs e mercado de gadgets
Se for adotado por Fabricantes como Apple, Samsung e Sony, o Ear ID pode resolver dois problemas de uma vez: autenticação sem tirar o fone da orelha e redução de fraudes em pagamentos via wearables. Além disso, a captura de batimentos em tempo real abre espaço para recursos de saúde preventiva e alertas cardíacos integrados a assistentes de voz.
Para o consumidor brasileiro, a adoção dependerá de três fatores: liberação da Anatel, integração a apps bancários e criptografia forte que garanta conformidade com a LGPD. Startups locais de meios de pagamento e saúde digital provavelmente correrão para licenciar a API quando a tecnologia entrar em fase comercial.
O Ear ID exige fones especiais?
Não. O estudo indica que drivers e microfones convencionais já são suficientes.
É mais seguro que impressão digital?
Os autores afirmam que, por ser interno ao corpo, o pulso auditivo é mais difícil de falsificar.
O que você acha? Você trocaria a digital pelo “pulso” como chave de segurança? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Universidade de Zhejiang