Mudança de direção promete mexer no bolso — e no iPhone — do usuário
Apple – Na última semana, o futuro CEO John Ternus sinalizou internamente que o próximo grande motor de crescimento da companhia será o portfólio de serviços, área na qual ele quase não atuou até aqui.
- Em resumo: Ternus vê “muitas oportunidades” para ampliar Apple Services, que já rende US$ 100 bi ao ano.
Hardware ao comando, mas olho em assinaturas
Conhecido por liderar projetos como iPhone 15 e o chip M3, Ternus indicou a funcionários que a fase agora é integrar hardware e serviços de forma ainda mais rentável, segundo apurou a Bloomberg. Ele destacou que há “so much opportunity” para crescer ofertas como iCloud+, Apple TV+ e Arcade, segmento que responde por margens superiores às de iPhones, de acordo com dados compilados pela Forbes.
“Há muito espaço para expandir serviços e oferecer mais valor ao usuário” — John Ternus, em reunião interna.
Por que o segmento de serviços vale ouro para a Apple
No último trimestre fiscal, a divisão de serviços cravou receita recorde de US$ 23,1 bilhões, superando Mac e iPad juntos. Margem bruta estimada em 70% torna o setor crucial para compensar a estabilidade nas vendas de iPhone pós-pandemia. Analistas projetam que bundles de assinatura, como Apple One, e a futura loja de apps para o Apple Vision Pro devem impulsionar a taxa de crescimento anual de dois dígitos. Relatório da MIT Technology Review lembra que a estratégia espelha o modelo de recorrência adotado por Netflix e Spotify, garantindo fluxo de caixa previsível.
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Crédito da imagem: Divulgação / Apple Newsroom