Chip olfativo usa IA para avisar no celular sobre alimentos prestes a vencer
Universidade da Califórnia em Berkeley — Pesquisadores norte-americanos divulgaram um protótipo de “nariz eletrônico” capaz de superar o olfato humano ao identificar quando carne, leite ou vegetais começam a se deteriorar, recurso que pode chegar às geladeiras inteligentes nos próximos anos.
- Em resumo: sensor com 16 micro-detectores e algoritmos de machine learning emite alertas de validade direto no smartphone.
Como o sensor enxerga cheiros melhor que nós
O dispositivo miniaturizado combina 16 sensores de gás feitos de nanotubos de carbono com filmes químicos sensíveis. Cada odor deixa uma “impressão digital” diferente que o algoritmo de aprendizado de máquina traduz em dados objetivos. Testes controlados mostraram 100% de acerto ao diferenciar frango cru fresco de peças expostas por até 48 horas fora da refrigeração.
“É um chip muito mais sensível e objetivo do que qualquer nariz humano”, resume a doutoranda Carla Bassil, que lidera o estudo publicado na revista Science Advances.
Por que esse avanço interessa ao mercado de eletrodomésticos
Estimativas da ONU apontam que 17% dos alimentos comprados pelas famílias viram lixo, problema que pressiona fabricantes a adicionar recursos de combate ao desperdício. Para o varejo brasileiro de linha branca, integrar um sensor como esse poderia virar diferencial competitivo, especialmente em modelos premium que já se conectam ao Wi-Fi e a aplicativos móveis.
Além de elevar a segurança alimentar — reduzindo intoxicações e alergias — a tecnologia pode abrir novas receitas para marcas como LG e Samsung, que vendem serviços de assinatura de manutenção e reposição automática de mantimentos. Se virar padrão de fábrica, a função também criaria um banco de dados anônimo sobre padrões de consumo, valioso para supermercados e foodtechs.
Quando a novidade pode chegar às lojas?
Os pesquisadores projetam de três a cinco anos até que o sensor seja industrializado e licenciado a fabricantes.
O sistema funciona em temperatura ambiente?
Sim. Os nanotubos de carbono operam sem necessidade de aquecimento, garantindo baixo consumo de energia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Universidade da Califórnia