Resumo

Meta adiou em 23 de outubro de 2026 a entrada em vigor dos novos Termos Comerciais, de 30 de outubro para 20 de novembro. A mudança vem após críticas de editores, e a WAN-IFRA pediu a suspensão da cláusula que autoriza o rastreamento de sites ligados a contas empresariais. A Meta não anunciou alteração no texto contestado e diz que o robots.txt segue valendo para sinalizar preferências.

Meta adiou de 30 de outubro para 20 de novembro de 2026 a entrada em vigor dos novos Termos Comerciais, em decisão divulgada em 23 de outubro. Para quem anuncia ou mantém uma Página na plataforma, o prazo para avaliar a cláusula que autoriza o rastreamento de sites ganha três semanas.

Prazo sobe três semanas e a cláusula do rastreamento segue no texto

A nova data aparece na página de ajuda para empresas do Facebook, segundo o Laboratorio de Periodismo Luca de Tena. A Meta não detalhou os motivos do adiamento. Um porta-voz da empresa explicou por e-mail, conforme o ECO, que a extensão dá mais tempo para esclarecer a parceiros e interessados o que muda e o que não muda. A empresa não anunciou alteração nos trechos contestados.

A cláusula vale para quem usa produtos da Meta com fins comerciais, o que inclui administrar Páginas e grupos, publicar anúncios e enviar mensagens de marketing. O texto permite que a empresa use robôs automáticos e credenciais de teste para acessar, armazenar, analisar, coletar e indexar domínios e páginas ligados ao negócio. A primeira versão, revelada em 15 de outubro, citava também o uso do conteúdo para treinar produtos, e a revisão retirou a palavra.

“O adiamento é um passo bem-vindo, mas não responde às nossas preocupações”, disse Stig Ørskov, CEO da WAN-IFRA.

Editores recorrem a reguladores e o robots.txt fica fora do contrato

A WAN-IFRA, associação mundial de editores de notícias, enviou em 22 de outubro uma carta a Joel Kaplan, diretor de Assuntos Globais da Meta. O texto pede a suspensão da cláusula para editores, o fim das credenciais de teste, para que paywalls não sejam contornados, e a inclusão do robots.txt como regra vinculante nos termos.

O grupo Movement for an Open Web apresentou queixas à Comissão Europeia e à autoridade de concorrência do Reino Unido, segundo o ECO, e pediu medidas provisórias. A Meta diz que os donos de sites continuam podendo indicar preferências pelo robots.txt, mas o Laboratorio de Periodismo observa que a garantia não consta de forma expressa. A primeira reportagem do site sobre a cláusula detalha o que o texto original dizia.

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Perguntas Frequentes

Quando entram em vigor os novos Termos Comerciais da Meta?

Meta fixou 20 de novembro de 2026 como a nova data de entrada em vigor dos Termos Comerciais, que estavam previstos para 30 de outubro. A empresa disse que o prazo extra serve para explicar a parceiros o que muda e o que não muda, e não anunciou mudança nos trechos contestados da cláusula de rastreamento.

Quem a cláusula de rastreamento da Meta alcança?

Meta aplica a cláusula a empresas que usam seus produtos com fins comerciais, como quem administra Páginas e grupos, publica anúncios ou envia mensagens de marketing. Pelo texto, a empresa pode usar robôs e credenciais de teste para acessar, coletar e indexar domínios e páginas ligados ao negócio, segundo o ECO.

A Meta continua respeitando o robots.txt dos sites?

Meta diz que os donos de sites podem indicar suas preferências de rastreamento pelo robots.txt. O Laboratorio de Periodismo Luca de Tena observa, porém, que a garantia de respeito ao arquivo não aparece de forma expressa nos novos termos, e a WAN-IFRA pede que o robots.txt passe a ser vinculante no contrato.

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