Tendência pressiona contadores a oferecer aconselhamento mais estratégico
Pequenas e Médias Empresas (PMEs) do Reino Unido já consultam chatbots de inteligência artificial para decisões de caixa, fluxo e impostos antes mesmo de ligar para seus contadores, revela levantamento divulgado recentemente.
- Em resumo: 7 em cada 10 PMEs britânicas tomam ações financeiras a partir de IA generativa sem validação humana prévia.
IA vira “primeiro conselho” financeiro das PMEs
Segundo o estudo, 35% das empresas entrevistadas dizem confiar “muito” na recomendação automática, especialmente em temas de corte de custos e parcelamento de dívidas. A consultoria alerta, em declaração ao TechCrunch, que a dependência tende a crescer com a popularização de assistentes como ChatGPT e Google Gemini.
“Se o contador não entregar análise preditiva e planejamento fiscal proativo, perderá espaço para a IA”, afirma o relatório.
O que isso significa para o mercado brasileiro
No Brasil, onde 99% das empresas são pequenas ou médias, a combinação de open banking, Pix e plataformas de contabilidade online deve acelerar a adoção de chatbots para questões tributárias locais. Contadores já relatam pressão por relatórios em tempo real e alertas automáticos de cumprimento fiscal. Para especialistas, o profissional que dominar ferramentas de IA generativa e RPA poderá oferecer consultoria de margens, precificação dinâmica e simulações tributárias — algo que a IA isolada ainda não entrega.
A IA substitui o contador?
Não. Ela automatiza tarefas operacionais, mas ainda carece de interpretação jurídica e contexto de negócios.
Como as PMEs brasileiras podem usar IA com segurança?
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash