Maior evento do futebol pode virar alvo preferencial de hackers, indicam especialistas
Cibersegurança no esporte — Um estudo recém-divulgado por uma consultoria internacional detectou que as tentativas de invasão a organizações esportivas cresceram de forma exponencial em 2023, ligando o sinal de alerta para a próxima Copa do Mundo.
- Em resumo: Grandes clubes, federações e patrocinadores já sofrem até seis vezes mais ataques do que há um ano.
Inteligência artificial turbina golpes e dificulta defesa
Segundo o relatório, criminosos vêm usando modelos de machine learning para automatizar o envio de phishing e criar malware capaz de driblar filtros convencionais. O documento cita ainda o aumento no comércio de credenciais corporativas em fóruns clandestinos — movimento que, na avaliação de analistas ouvidos pelo The Verge, deve escalar conforme se aproxima o início do torneio.
“Eventos esportivos globais concentram dados financeiros e de mídia altamente valiosos, tornando-se alvos naturais para grupos de ransomware”, resume o relatório.
Impacto para clubes brasileiros e patrocinadores
Embora o estudo seja global, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e times da Série A não ficam de fora: muitos utilizam as mesmas plataformas de gerenciamento de ingressos e dados de torcedores apontadas como vulneráveis. Para empresas que ativam marca em estádios ou transmissões, o risco vai além do vazamento de dados: ataques de negação de serviço podem derrubar sites de e-commerce durante picos de audiência.
Quais ataques são mais comuns contra entidades esportivas?
Phishing para roubo de credenciais e ransomware focado em dados de torcedores e contratos.
Como reduzir o risco antes de grandes competições?
Auditoria de acesso, atualização de sistemas e backups offline são medidas prioritárias.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images