Efeito cascata da nova tributação lança dúvida sobre a sobrevivência da estatal
Correios – O balanço financeiro divulgado recentemente evidencia um rombo de R$ 8,5 bilhões em 2025, intensificado pela queda abrupta nas importações de baixo valor após a chamada “taxa das blusinhas”.
- Em resumo: retração de 65,6 % nas encomendas internacionais puxou o maior prejuízo da história da empresa.
Encomendas internacionais despencam e receita evapora
A receita bruta recuou 11,35 % em relação a 2024, reflexo direto da nova cobrança sobre produtos até US$ 50. O volume de pacotes de e-commerce estrangeiro — antes um dos motores de crescimento — desabou, confirmando previsões de analistas de logística citados pela The Verge.
O prejuízo líquido da estatal atingiu R$ 8,5 bilhões, valor recorde desde o Plano Real.
Serviços locais mostram fôlego, mas não cobrem o buraco
Mesmo com alta de 6,8 % no segmento de Mensagens e de 5,1 % em Novos Negócios — impulsionados por parcerias com órgãos públicos e soluções de logística reversa — a diferença entre receita e passivos cresceu. Para efeito de comparação, a estatal chinesa China Post movimentou mais de 30 bilhões de encomendas em 2024, segundo dados da Universal Postal Union, demonstrando o quanto o mercado global continua aquecido fora do Brasil.
Relatórios do Ministério das Comunicações indicam que, se nada mudar, o patrimônio líquido dos Correios pode atingir -R$ 15 bilhões até 2026, exigindo aporte federal ou uma reforma societária. Medidas como modernização de centros de distribuição, investimento em inteligência artificial para roteirização e negociação de subsídios são discutidas — práticas já adotadas por gigantes logísticos de capital aberto, de acordo com estudos da Moz.
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Crédito da imagem: Divulgação / Correios