Descoberta antecipa em 45 mil anos o primeiro “dentista” da história humana
Neandertais — Um artigo publicado em 13 de maio de 2026 na revista PLOS One indica que nossos “primos” pré-históricos já executavam procedimentos semelhantes a canal dentário há 59 mil anos, usando ferramentas de pedra para perfurar e limpar molares infectados.
- Em resumo: a nova evidência empurra o marco mais antigo de odontologia em 45 mil anos.
Como a perfuração foi identificada
O dente analisado, vindo da caverna de Chagyrskaya (Sibéria), exibia marcas circulares microscópicas impossíveis de ocorrerem naturalmente. Reproduzindo o movimento com lâminas de sílex, antropólogos russos obtiveram sulcos idênticos, confirmando a intervenção intencional — informação também repercutida pela MIT Technology Review.
“O dono do dente entendia a fonte da dor e sabia que poderia removê-la”, resume a líder do estudo, Dra. Alisa Zubova.
Linha do tempo: da broca de pedra ao motor elétrico
• 59 mil anos atrás — neandertais perfuram molares na Sibéria.
• 14 mil a.C. — primeiros indícios de cera de abelha selando cavidades na Itália.
• 7 mil a.C. — sulcos de arco e corda no Paquistão sinalizam brocas de sílex.
• 1875 — motor elétrico de George Green revoluciona a odontologia.
A nova datação reforça que a compreensão de infecções e dores tem raízes muito mais antigas do que se imaginava.
Neandertais usavam anestesia?
Não há evidência de anestésicos; o procedimento era provavelmente feito “no braço”.
Esse dente cicatrizou após o tratamento?
Sim. Sinais de desgaste posterior indicam que o paciente sobreviveu e voltou a mastigar.
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Crédito da imagem: Divulgação / PLOS One