Fundo prioriza negócios em fase de tração e mira regiões fora do eixo Sul-Sudeste
BNDES e Finep anunciaram, em 16/4, edital para escolher a gestora do FIP Conexões Startups, veículo que pode injetar até R$ 250 milhões em empresas de base tecnológica — com atenção especial às que desenvolvem soluções de inteligência artificial.
- Em resumo: até R$ 150 mi virão de BNDESPar e Finep; startups de IA com receita anual de até R$ 20 mi podem captar.
Como o FIP Conexões Startups vai operar
O fundo investirá em companhias que já passaram por programas de fomento público e agora precisam de capital de risco para escalar. A BNDESPar comprometerá de R$ 40 mi a R$ 100 mi, enquanto a Finep entra com até R$ 50 mi. O restante deve vir de investidores privados, garantindo governança de mercado.
“Parte obrigatória do dinheiro será destinada a startups das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, indica o edital.
Empresas elegíveis precisam faturar menos de R$ 20 mi/ano e mostrar pipeline de produtos prontos para mercado. A gestora, a ser escolhida até o 2º semestre, deve comprovar capacidade de originação, acompanhamento e conexão com fundos de venture capital.
Por que isso importa para o ecossistema de IA
Após a queda global de 30% nos investimentos em IA em 2023, segundo levantamento da Wired, o FIP surge como reforço local para evitar que talentos migrem para fora do país e para distribuir recursos além do eixo Rio–SP. Startups de modelos fundacionais, automação industrial e IA generativa poderão usar a verba para ampliar times de ciência de dados, treinar modelos proprietários ou bancar infraestrutura em nuvem — itens de alto custo inicial.
Além disso, o foco regional atende a demanda por democratização tecnológica, impulsionando hubs emergentes como Manaus, Salvador e Brasília, onde já despontam laboratórios ligados a instituições federais.
Quando o fundo começa a investir?
A expectativa do BNDES é fechar a seleção da gestora até o fim de 2024 e realizar os primeiros aportes em 2025.
Posso me inscrever sem participação prévia em editais públicos?
Não. A tese exige que a startup já tenha recebido apoio de programas de fomento federal ou estadual.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil