Pressão de grupos civis mira privacidade e segurança pública
Meta – Em meio ao desenvolvimento de seus óculos inteligentes com reconhecimento facial, a companhia enfrenta críticas recentes sobre possíveis riscos de vigilância generalizada.
- Em resumo: coalizão de 70+ organizações pede que a Meta cancele o recurso antes do lançamento.
Sete dezenas de ONGs dizem que o tempo para agir é agora
Entidades de defesa de direitos civis, vítimas de violência doméstica e especialistas em segurança pública alertam que a tecnologia pode “transformar qualquer calçada em um campo de caça” para predadores. De acordo com reportagem da The Verge, o reconhecimento facial integrado a wearables amplia drasticamente o potencial de rastreamento em tempo real.
“Mais de 70 entidades, incluindo grupos de direitos civis e proteção contra violência doméstica, pedem que a Meta abandone o reconhecimento facial em seus óculos AR.” – documento enviado à empresa
Histórico conturbado: da rede social aos Ray-Ban inteligentes
Em 2021, a própria Meta desativou o banco de dados de reconhecimento facial do Facebook após multas bilionárias e pressões da GDPR europeia. Agora, o mesmo recurso pode voltar em versão portátil, dentro dos óculos Ray-Ban Stories — produto desenvolvido em parceria com a EssilorLuxottica. Especialistas lembram que legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil exigem consentimento explícito para uso de biometria, algo praticamente inviável em espaços públicos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Meta