Contador confiou no celular; PF decifrou rota milionária do crime
iCloud da Apple – Uma simples cópia automática do iPhone virou peça-chave em operação da Polícia Federal que, recentemente, desmontou um esquema de lavagem de R$ 1,59 bilhão ligado a cantores e influenciadores.
- Em resumo: Backup de um contador expôs contratos, extratos e conversas que levaram a 39 prisões temporárias em nove unidades da federação.
Backup automático virou prova-chave
Ao recuperar os dados armazenados na nuvem, os agentes encontraram um “manual” completo da engrenagem financeira usada pelo grupo: apostas ilegais, rifas on-line, criptomoedas e empresas de fachada. Segundo o The Verge, o iCloud mantém cópias criptografadas em trânsito, mas nem todo conteúdo possui criptografia de ponta a ponta, o que facilita ordens judiciais de acesso.
“Morgado depositava grande confiança na segurança digital do iCloud”, destaca o relatório citado pelo G1.
Como a nuvem entregou R$ 1,59 bi e por que isso importa
Diferentemente do iMessage, que oferece criptografia total, documentos de aplicativos de terceiros e registros financeiros ficam vulneráveis a solicitações legais quando armazenados no backup padrão. Especialistas lembram que a Apple lançou o recurso Advanced Data Protection nos EUA em 2022, estendendo a criptografia ponta a ponta para 23 categorias de dados – mas ele ainda não está disponível no Brasil. Enquanto isso, autoridades brasileiras ampliam o uso da Lei 12.965/2014 (Marco Civil) para obter provas digitais, tendência que pode crescer após o caso.
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Crédito da imagem: Divulgação / Apple