Redução drástica reabre batalha política e ameaça projetos científicos
NASA – A agência espacial norte-americana voltou ao centro de um impasse orçamentário após a Casa Branca de Donald Trump enviar ao Congresso a proposta fiscal de 2027, que retira US$ 5,6 bilhões de seu caixa e praticamente dizima o setor de Ciência.
- Em resumo: corte geral de 23% e queda de 47% na verba de Ciências Terrestres.
Orçamento encolhe enquanto Defesa dispara
A proposta presidencial eleva o Departamento de Guerra para US$ 1,44 trilhão, mas limita a NASA a US$ 18,8 bilhões. Segundo análise da The Verge, isso colocaria a agência no menor patamar proporcional desde 2006.
“O foco é colocar boots on the Moon and Mars antes de qualquer rival, custe o que custar”, resume o documento de 178 páginas enviado ao Capitólio.
Exploração lunar ganha fôlego; ciência fica em segundo plano
O único aumento aparece no programa de retorno à Lua: +US$ 731 milhões para a Artemis II e para a futura base permanente no polo sul lunar. Já missões de monitoramento climático, como SERVIR, podem ser encerradas, repetindo o roteiro frustrado de 2026.
Para conter gastos, Trump sugere aposentar os veículos SLS e a cápsula Orion, trocando-os por foguetes comerciais da SpaceX e Blue Origin. A estratégia ecoa o corte de programas “caros e atrasados” já criticados pela Google Search Central nos próprios relatórios de transparência do governo.
No comando da agência, Jared Isaacman endossa a tesoura para “fortalecer a liderança americana no espaço profundo”. O administrador evita repetir o confronto de 2026, quando o Congresso barrou medidas semelhantes e provocou o shutdown recorde de 43 dias.
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Crédito da imagem: Jessie Hodge / Flickr