Xiaomi TV Stick HD de segunda geração foi finalmente listado no site global da fabricante, sinalizando que o dongle HDMI barato para transformar qualquer televisor em smart TV está prestes a ganhar distribuição mundial. Entre as melhorias, o dispositivo passa a decodificar o codec AV1 – exigência do Google desde 2021 – e adota um processador 38% mais veloz, promessa de navegação mais fluida nos aplicativos de streaming.
Suporte a AV1 e chip 38% mais rápido são os destaques
O recurso mais aguardado é a compatibilidade com AV1, formato de compressão que entrega vídeo com mesma qualidade ocupando menos banda. A mudança deve reduzir travamentos em conexões modestas e, ao mesmo tempo, baratear a distribuição de conteúdo para serviços como Netflix e YouTube. Desde março de 2021 o Google tornou o suporte obrigatório para novos dispositivos com Google TV, conforme lembrou o Android Authority.
Para dar conta do novo codec e de interfaces cada vez mais cheias de recomendações, o TV Stick recebeu um processador quad-core atualizado. Segundo a Xiaomi, o ganho bruto de 38% em relação ao modelo 2021 deve ser percebido em tempos menores de abertura de apps e na troca de perfis.
Full HD e HDR10+ apostam no custo-benefício
Ainda que a marca já tenha um modelo 4K, a segunda geração do TV Stick HD mantém resolução máxima em 1.920 × 1.080 pixels a 60 Hz, suficiente para aparelhos mais antigos ou para quem quer apenas dar sobrevida a uma TV do quarto. A presença de HDR10+ melhora contraste e brilho em serviços compatíveis, mas não há suporte para Dolby Vision.
No áudio, o dongle continua alinhado ao mercado de entrada: Dolby Audio e DTS:X aparecem na ficha técnica, contanto que a trilha e a barra de som do usuário ofereçam suporte. A memória permanece em 1 GB de RAM DDR4 e 8 GB de armazenamento, configuração que limita a instalação de muitos jogos, mas é adequada para apps tradicionais como Prime Video e Disney+.
Google TV, comandos de voz e conectividade familiar
Rodando Google TV, o stick chega pronto para instalar apps na Play Store, trazer recomendações personalizadas e responder ao Google Assistant integrado no controle remoto. Também há Google Cast para espelhar a tela do celular sem fio. Diferentemente de rivais mais novos, a alimentação continua via micro-USB, o que significa reaproveitar fontes antigas, mas deixa de lado o padrão USB-C.
A Xiaomi ainda não revelou preço nem data exata, mas a expectativa é que o valor fique próximo ao da primeira geração, encontrada no varejo brasileiro entre R$ 200 e R$ 500.
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Crédito da imagem: Canaltech Fonte: Canaltech