Death Stranding 2 no Steam Deck já é realidade graças à versão para PC, lançada menos de um ano após a estreia no PlayStation 5. O TechPowerUp colocou o novo “strand-type” de Hideo Kojima à prova em três dos portáteis mais populares — Steam Deck, ROG Ally e Claw 8 — para descobrir se a Chiral Network pode mesmo ser expandida longe da tomada.
Como o teste foi conduzido
O laboratório do TechPowerUp rodou o título em configurações idênticas de cenário, utilizando o instalador oficial da versão PC. Foram avaliados:
- Taxa de quadros sustentada em cenários internos e externos;
- Impacto de resoluções nativas e escalonamento via FSR;
- Consumo de energia versus autonomia de bateria;
- Temperatura e ruído de ventoinha sob carga contínua.
A análise completa está disponível no relatório completo do TechPowerUp.
Principais diferenças entre os portáteis
O ponto que mais chama atenção é a disparidade de recursos gráficos. O Steam Deck trabalha com uma APU AMD Zen 2, enquanto o ROG Ally e o Claw 8 adotam chips mais recentes baseados em RDNA 3. Na prática, isso se traduz em:
- Steam Deck: exige reduzir resolução para 800p e ativar FSR para manter gameplay fluido.
- ROG Ally: entrega desempenho confortável em 1080p com ajustes médios, graças ao clock mais alto da GPU.
- Claw 8: fica no meio-termo; ganha em tela maior, mas precisa de limite de TDP para preservar bateria.
Em todos os casos, o uso de FSR se mostrou essencial para equilibrar nitidez e taxa de quadros, recurso que, segundo o teste, não comprometeu a direção de arte cinematográfica do jogo.
Impacto prático para quem joga em handheld
Para o usuário, o impacto pode ser resumido em três frentes:
- Jogabilidade portátil viável: mesmo no Steam Deck, é possível explorar a América pós-colapso sem quedas severas, desde que se aceite 30 fps como alvo.
- Bateria ainda é o gargalo: sessões prolongadas exigem powerbank; as medições mostraram pouco mais de 90 min de autonomia média nos três modelos.
- Ajustes finos fazem diferença: limitar frame rate a 40 fps, usar FSR em modo “Quality” e desativar sombras volumétricas são recomendações recorrentes no review.
Na prática, isso significa que Death Stranding 2 amplia a lista de AAA recentes que chegam otimizados para PC e, por tabela, para a crescente geração de consoles portáteis baseados em Windows e Linux.
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Crédito da imagem: Techpowerup Fonte: Techpowerup