Resumo
O Google estreou em 14 de outubro de 2026 a série The Non-Canonical Cabinet, no canal Google Search Central. No primeiro episódio, Gary Illyes chama a palavra-chave na URL de sinal incrivelmente pequeno, que só pesa quando o buscador não tem outra informação, e recomenda o hífen no lugar do underline. O próximo episódio vai tratar de robots.txt, ainda sem data divulgada.
Google estreou em 14 de outubro de 2026 a série The Non-Canonical Cabinet, no canal Google Search Central, e o primeiro episódio traz um recado direto sobre endereços: palavra-chave na URL quase não mexe no ranking. Para quem planeja reescrever URLs antigas só para encaixar termos de busca, a conta de Gary Illyes é simples. O esforço rende muito pouco.
Palavra-chave no endereço só pesa quando falta todo o resto
O episódio se chama What can you actually put in a URL e é apresentado por Gary Illyes e Cherry Prommawin, num formato de comédia montado com dúvidas de donos de site e de profissionais de SEO. Na parte sobre ranking, Illyes chamou a palavra-chave na URL ou no domínio de um sinal incrivelmente pequeno. Não vai fazer muita coisa, resumiu.
O termo no endereço só ganha algum peso quando o Google não tem outra pista, como num site com segundos de vida e nenhuma página escrita, segundo o relato do Search Engine Journal sobre a estreia da série. Depois que o conteúdo aparece, a palavra-chave no domínio e na URL fica praticamente irrelevante. Illyes ainda avisou que o buscador detecta abuso de palavras-chave em endereços.
“Isso só importa de verdade quando não temos absolutamente mais nada em que nos basear”, disse Gary Illyes.
Underline gruda as palavras e emoji fica fora do domínio
A outra metade do vídeo é técnica. O Google lê palavras unidas por underline como uma palavra longa e recomenda o hífen como separador no caminho da URL. Para nomes de domínio, a empresa segue os padrões da IETF, que aceitam letras, números e hífens. Emoji fica de fora dos padrões técnicos atuais, embora alguns domínios de país aceitem o registro. Domínios internacionalizados viram Punycode, com o prefixo “xn--”.
No caminho das páginas, o emoji é rastreado e processado pelo Googlebot. O problema aparece para quem clica, porque navegadores convertem o caractere em percent-encoding e alguns aplicativos exibem o link como uma sequência sem sentido. John Mueller já tinha tratado a palavra-chave na URL como fator muito pequeno em 2016. O trailer da série saiu em 6 de outubro, e o próximo episódio fala de robots.txt.
O que você acha? Você vai mexer nos endereços antigos do seu site depois desse recado do Google? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria de SEO e Otimização e os vídeos do canal no YouTube.
Perguntas Frequentes
Palavra-chave na URL ainda ajuda a página a subir no Google?
Google trata a palavra-chave na URL ou no domínio como um sinal incrivelmente pequeno, segundo Gary Illyes no primeiro episódio de The Non-Canonical Cabinet. O termo no endereço só conta quando o buscador não tem outra informação, como num site recém-criado e sem conteúdo. Quando a página ganha texto, esse sinal fica praticamente irrelevante.
Hífen ou underline, qual separador usar entre as palavras da URL?
Google recomenda o hífen como separador padrão entre as palavras no caminho da URL. Termos unidos por underline são lidos como uma palavra longa, o que junta palavras que deveriam aparecer separadas. A recomendação já constava na documentação do Google sobre estrutura de URL e voltou no episódio de 14 de outubro de 2026.
O Google consegue rastrear uma URL com emoji no endereço da página?
Googlebot rastreia e processa caminhos de URL com emoji, segundo Gary Illyes. Os navegadores convertem esses caracteres em percent-encoding, e alguns aplicativos exibem o endereço como uma sequência sem sentido. No nome de domínio a situação muda, porque os padrões técnicos atuais não permitem emoji, embora alguns domínios de país aceitem esse registro.