Quem procura alternativas ao AdSense quase sempre chega por um de três caminhos: foi reprovado, foi banido ou está ganhando centavos e desconfia que a rede é o problema. A resposta honesta é que a melhor alternativa depende de qual desses três é o seu caso, e em dois deles trocar de rede não resolve nada. Aqui na Escola Algoritmo X eu já acompanhei a aprovação de mais de 120 sites, e vi gente sair do AdSense por motivo que não tinha a ver com o AdSense.
Este guia mostra as redes que realmente funcionam com tráfego brasileiro em 2026, o requisito atual de cada uma conferido na fonte oficial, e como escolher sem perder meses testando.
Antes de trocar de rede, descubra se o problema é o AdSense ou o seu site
Existe uma diferença grande entre “o AdSense me rejeitou” e “o AdSense paga pouco”. A primeira é um problema de qualidade do site. A segunda costuma ser um problema de nicho ou de posicionamento de anúncio. Nenhuma das duas se resolve trocando de fornecedor.
Se você foi reprovado, o motivo mais comum no Brasil é o aviso de conteúdo de baixo valor, e ele quase nunca significa o que as pessoas acham que significa. Já expliquei o mecanismo real em o verdadeiro motivo por trás da reprovação por conteúdo de baixo valor, e vale ler antes de qualquer decisão.
Se você já foi aprovado e o valor está baixo, o caminho não é sair. É conferir se o seu nicho paga, e se os blocos estão nos lugares que rendem. Isso está detalhado em como aumentar o RPM do AdSense.
Se você ainda não passou pela aprovação e está considerando pular o AdSense por medo de ser reprovado, assista ao passo a passo abaixo antes. O processo é mais simples do que a maioria imagina quando a base do site está certa.
As 6 alternativas ao AdSense que funcionam com tráfego brasileiro
Comecei pelo requisito de entrada, porque de nada adianta uma rede pagar bem se ela não aceita o seu site hoje. Os dados abaixo foram conferidos nas páginas oficiais de cada rede em agosto de 2026. Requisitos de rede mudam com frequência, então confirme na fonte antes de aplicar.
| Rede | Entrada mínima | Aceita tráfego do Brasil | Repasse ou modelo | Para quem serve |
|---|---|---|---|---|
| Adsterra | sem mínimo declarado | Sim | CPM, CPA e pop-under | site novo ou reprovado no AdSense |
| Journey by Mediavine | 1.000 sessões/mês | Sim, com ressalva | 70% para o publisher | blog pequeno que já tem público |
| Google Ad Manager | sem mínimo formal | Sim | leilão com várias redes | quem quer controle e escala |
| Redes de conteúdo recomendado | varia por parceiro | Sim | CPC no bloco de recomendação | portal e site de notícia |
| Ezoic | 250.000 usuários/mês | Sim | gestão e otimização por IA | site já grande |
| Raptive | 25.000 pageviews/mês | Praticamente não | gestão premium | site com público nos EUA |
1. Adsterra: a porta que fica aberta quando o AdSense fecha
A Adsterra é a resposta prática para quem foi reprovado e precisa monetizar agora. A própria empresa afirma que não há limite de tráfego para começar e que a aprovação sai em cerca de dez minutos. O saque começa em cinco dólares pelo Paxum, e também há PayPal e transferência bancária.
O que você paga por essa facilidade: o RPM é bem menor que o de rede premium, e os formatos mais rentáveis dela são pop-under e barra social, que incomodam o leitor. Para site de conteúdo que você quer construir a longo prazo, isso cobra um preço em recorrência de visita.
Uso e recomendo a Adsterra como ponte, não como destino. Ela paga a hospedagem enquanto você arruma o site para a aprovação de verdade.

2. Journey by Mediavine: a mudança mais importante de 2026
Essa é a novidade que muda o jogo para blog pequeno. Desde 15 de janeiro de 2026, o Journey by Mediavine aceita sites a partir de mil sessões por mês, sem exigência de receita. O repasse é de 70% para o publisher e o site roda com o plugin Grow.
Quando o site atinge cinco mil dólares de receita publicitária em doze meses, ele sobe automaticamente para o Mediavine principal. É uma escada, não uma porta trancada.
Antes dessa mudança, Mediavine era território de site grande. Hoje é a alternativa premium mais acessível para quem tem blog com público real e não quer depender só do AdSense. Confirme a política de país no cadastro, porque a documentação pública não detalha restrição geográfica e isso pode variar.
3. Google Ad Manager: sair do AdSense sem sair do Google
Muita gente procura alternativa ao AdSense sem saber que existe um degrau acima dentro do próprio Google. O Ad Manager permite colocar várias redes disputando o mesmo espaço, incluindo o próprio AdSense, e ficar com o lance mais alto.
Não é para todo mundo. Exige configuração e entendimento de leilão. Mas para quem já tem volume e está cansado de aceitar o que a rede oferece, é o caminho com mais teto. Detalhei o funcionamento em o que é o Google Ad Manager e por que ele é o passo além do AdSense.
4. Redes de conteúdo recomendado: o bloco do fim do artigo
São aquelas caixas de “leia também” que aparecem no rodapé de portais, servidas por parceiros como Taboola, Outbrain e MGID. Funcionam bem em site de notícia e portal com muita página vista por sessão, e funcionam mal em site institucional ou blog de nicho pequeno.
Os requisitos variam bastante por parceiro e por região, então esse é o grupo em que mais vale pedir proposta direto em vez de confiar em número publicado por terceiro. O ponto de atenção é a qualidade do anúncio entregue, que em alguns parceiros derruba a percepção da sua marca.
5. Ezoic: subiu a régua, e isso mudou quem ele atende
O Ezoic é citado o tempo todo como alternativa fácil, e essa informação está desatualizada. Hoje a própria página de planos da empresa coloca 250 mil usuários por mês como elegibilidade para os serviços pagos, com um programa Incubator seletivo que aceita poucos publishers por mês.
Ou seja: se o seu site é pequeno, o Ezoic deixou de ser a saída óbvia que ele era alguns anos atrás. Ele passou a ser destino de quem já cresceu, não porta de entrada. Vale registrar isso porque muito conteúdo em português ainda repete o número antigo.

6. Raptive: excelente rede, praticamente fechada para o Brasil
O Raptive, antigo AdThrive, baixou o mínimo de 100 mil para 25 mil pageviews mensais em outubro de 2025. Parece ótima notícia, e seria, se não fosse a regra de geografia.
Sites entre 25 mil e 99.999 pageviews precisam de 50% do tráfego vindo de Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia ou Austrália. Acima de 100 mil, a exigência cai para 40%. Um blog em português com público brasileiro dificilmente chega perto disso.
Incluí o Raptive na lista justamente para você não perder tempo aplicando. É a melhor rede da lista em RPM e a menos acessível para quem escreve em português.
O que muda no bolso: RPM, moeda e prazo de pagamento
Requisito de entrada é só metade da decisão. A outra metade é quanto entra e quando entra.
| Fator | O que observar | Por que importa |
|---|---|---|
| Moeda | quase todas pagam em dólar | o câmbio favorece quando o real está fraco |
| Valor mínimo de saque | varia de 5 a 100 dólares | define quando você vê o primeiro dinheiro |
| Prazo de repasse | de semanal a 60 dias após o mês fechado | afeta seu fluxo de caixa |
| Formato do anúncio | display, pop-under, vídeo, recomendação | formato agressivo derruba visita recorrente |
| Exclusividade | algumas exigem rodar só ela | impede testar duas redes ao mesmo tempo |
Uma observação que vale dinheiro: rede que paga em dólar não é vantagem automática. O que decide é o RPM multiplicado pelo seu volume, convertido no câmbio do dia do pagamento. Já vi site trocar de rede por um RPM nominalmente maior e ganhar menos, porque o formato novo espantou o leitor recorrente.

A armadilha da alternativa fácil
Existe um padrão que se repete e custa caro. A pessoa é reprovada no AdSense, entra numa rede sem exigência no mesmo dia, enche o site de pop-under, e seis meses depois tem um site com receita baixa, leitor que não volta e um histórico de anúncio agressivo que atrapalha a aprovação futura.
A ordem que funciona é o contrário. Primeiro você arruma o site. Depois monetiza. A rede fácil serve para pagar a hospedagem durante a arrumação, não para substituir a arrumação.
E tem um detalhe que quase ninguém comenta: um site aprovado no AdSense vale mais na hora de vender do que um site com a mesma receita numa rede sem barreira de entrada. A aprovação é um selo de qualidade que o mercado reconhece e precifica.
Como escolher em quatro perguntas
- Quantas sessões seu site teve no último mês? Abaixo de mil, o caminho realista é Adsterra. De mil para cima, o Journey by Mediavine entra na conta.
- De onde vem o seu tráfego? Se é majoritariamente brasileiro, elimine o Raptive da lista agora e economize o tempo da aplicação.
- Você foi reprovado ou está insatisfeito com o valor? Reprovado significa arrumar o site. Insatisfeito significa revisar nicho e posicionamento antes de trocar.
- Você quer um ativo ou uma receita rápida? Ativo pede rede que preserve a experiência do leitor. Receita rápida aceita formato agressivo, com o custo que ele traz.
E se o seu problema for a aprovação, não a rede
Vale dizer o óbvio que ninguém diz: em muitos casos a melhor alternativa ao AdSense continua sendo o AdSense, só que num site que ele aprova.
Se você já tentou e foi reprovado mais de uma vez, existem dois caminhos. O primeiro é reconstruir o site com a estrutura que passa, e o passo a passo está em como criar um blog no WordPress e ser aprovado. O segundo é pular a fila com um site que já passou pela análise, e nesse caso o que você precisa saber antes está em é seguro comprar um site aprovado no Google AdSense.
Se o seu caso é receita baixa e não reprovação, o problema costuma estar no nicho. A lista atualizada de onde o anunciante paga mais está em os nichos mais lucrativos para AdSense.
O que eu faria no seu lugar
Se o site é novo e foi reprovado, coloco Adsterra hoje para não ficar com o site parado, arrumo a base em quatro a seis semanas e volto para o AdSense. Se o site já tem mil sessões por mês e conteúdo próprio, aplico no Journey by Mediavine e comparo o RPM real por trinta dias antes de decidir.
Se o site já é grande, o caminho não é escolher uma rede, é montar leilão no Google Ad Manager e deixar as redes competirem pelo seu espaço.
O erro caro é o mesmo em qualquer um dos três cenários: tratar a troca de rede como solução para um problema que está no conteúdo. Se quiser ajuda para descobrir em qual dos casos você está, é exatamente isso que a gente destrava na Mentoria Elite AdSense, com análise do seu site e um plano com prazo.
Perguntas frequentes sobre alternativas ao AdSense
Qual a melhor alternativa ao Google AdSense?
Depende do seu volume de tráfego. Abaixo de mil sessões por mês, Adsterra é o que aceita. A partir de mil sessões, o Journey by Mediavine costuma pagar melhor. Acima de 250 mil usuários, o Ezoic entra na conversa. Não existe uma melhor no absoluto, existe a que aceita o seu site hoje.
Existe alternativa ao AdSense sem mínimo de tráfego?
Sim. A Adsterra declara que não impõe limite de tráfego para começar e aprova em cerca de dez minutos. O preço dessa porta aberta é um RPM mais baixo e formatos mais agressivos, como pop-under e social bar.
Posso usar AdSense e outra rede no mesmo site?
Pode, e é permitido pelo Google desde que os anúncios da outra rede não imitem os do AdSense nem sejam colocados de forma enganosa. O que não pode é rodar duas redes que disputem o mesmo bloco ou violem a política de posicionamento.
O Raptive aceita site brasileiro?
Na prática, quase nunca. O Raptive baixou o mínimo para 25 mil pageviews por mês, mas exige que 50% do tráfego venha de Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia ou Austrália em sites até 99.999 pageviews, e 40% acima disso. Site com público brasileiro raramente bate esse percentual.
Quanto o Journey by Mediavine paga?
O Journey trabalha com repasse de 70% da receita para o publisher. Quando o site chega a 5 mil dólares de receita publicitária em doze meses, ele é promovido automaticamente para o Mediavine principal.
Trocar de rede resolve o problema de quem foi reprovado no AdSense?
Raramente. Se a reprovação foi por conteúdo de baixo valor, o problema está no site, e ele vai limitar o resultado em qualquer rede. Corrigir a base primeiro é o caminho que dá mais dinheiro no fim.
Vale a pena sair do AdSense por causa do valor baixo?
Antes de sair, vale conferir se a causa é a rede ou o nicho e o posicionamento dos blocos. Muito site que reclama de centavos está em nicho de CPC baixo ou com anúncio mal posicionado, e isso não melhora só por trocar de fornecedor.
Qual alternativa ao AdSense paga em real?
A maioria paga em dólar ou euro, com conversão no recebimento. Adsterra oferece Paxum, PayPal e transferência bancária. O câmbio acaba sendo uma vantagem quando o real está desvalorizado, e é o mesmo mecanismo do AdSense.