Multas recordes no exterior acendem alerta sobre uso de WhatsApp e Telegram no ambiente corporativo
WhatsApp — Nos últimos meses, autoridades financeiras dos Estados Unidos e da Europa intensificaram a pressão sobre empresas que permitem conversas internas em aplicativos que não podem ser auditados. O recado é claro: cada mensagem fora do controle de compliance pode custar caro, inclusive para companhias que operam no Brasil.
- Em resumo: multas já superam US$ 2 bilhões e novas regras de registro de conversas chegam a setores além do financeiro.
De onde vêm as sanções e por que elas devem chegar ao Brasil
Em setembro, a SEC e a CFTC aplicaram mais de US$ 1,8 bilhão em penalidades a 15 bancos de Wall Street por uso de canais não monitorados, segundo o Forbes. O movimento ecoa no Reino Unido, onde a FCA prepara exigências semelhantes para 2024. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acompanha o tema e já estuda incorporar diretrizes de registro de comunicação.
“Ferramentas não supervisionadas criam pontos cegos para investigações e abrem margem a fraudes”, alertou um relatório recente da consultoria Gartner.
Impacto prático: políticas de BYOD e reuniões virtuais entram na mira
Para reduzir riscos, especialistas recomendam extinguir o “bring your own device” sem regras claras e adotar plataformas que exportem logs criptografados. Softwares como Microsoft Teams e Slack Enterprise Grid oferecem trilhas de auditoria nativas, enquanto soluções de mobile device management ajudam a isolar contas pessoais das corporativas.
Qual setor será mais afetado pelas novas exigências?
Instituições financeiras lideram a lista, mas seguradoras, telecom e varejo online também entram no radar.
É permitido bloquear totalmente o uso de apps pessoais no trabalho?
Sim. A empresa pode proibir apps sem auditoria, desde que isso conste nas políticas internas assinadas pelos colaboradores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Gartner