Streaming, jogos e VR devem sentir o impacto já nos primeiros testes de software
Alliance for Open Media (AOMedia) — O sucessor do AV1 teve a versão 1.0 cravada para 29 de maio de 2026, selando a largada oficial para que players de vídeo, GPUs e plataformas de streaming adotem o codec AV2.
- Em resumo: AV2 corta até 40 % de banda em relação ao AV1 e já tem decodificador open source em desenvolvimento (dav2d).
O que realmente muda para quem assiste ou produz conteúdo
Segundo testes internos citados pelo Google e Netflix, o ganho de compressão permite transmitir 4K a 15 Mb/s ou 8K abaixo de 30 Mb/s, algo inviável com o AV1 em larga escala. Para gamers que fazem live ou usam gravação interna de placas como as RTX, a economia de bitrate significa streams mais limpos sem estourar upload. Dados compilados pelo Tom’s Hardware indicam que screen content (captura de jogos e interfaces) foi prioridade no design do codec.
“Todas as ferramentas do AV2 foram validadas para eficiência em hardware”, reforçou Andrey Norkin, da Netflix, durante apresentação técnica na AOMedia.
Compatibilidade e cronograma de adoção em hardware
Mesmo com a spec publicada, a decodificação via silício chega só entre 2027 e 2029. Intel, AMD e NVIDIA precisam integrar núcleos específicos nos próximos chips; até lá, a reprodução fica a cargo de software (CPU/GPU) — suficiente para testes, mas pesada para notebooks finos.
Nos PCs atuais, o primeiro caminho será o dav2d, sucessor do popular dav1d. Compilá-lo em players como VLC e MPC-HC permitirá avaliar o codec antes do suporte nativo. Já serviços como YouTube e Facebook devem adotar o padrão ainda em 2027, liberando o novo formato apenas para quem tiver navegador com decodificador acelerado.
Minha placa de vídeo atual rodará AV2?
Sim, via software, mas com maior uso de CPU/GPU; aceleração dedicada só em GPUs lançadas após 2027.
Quando smart TVs receberão suporte?
Modelos topo de linha podem chegar em 2028; massificação é esperada para 2029 em diante.
O que você acha? A redução de banda do AV2 vale a espera por novos chips? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AOMedia