Falta de estreias deve apertar o bolso do jogador e acelerar demissões nos estúdios
Ubisoft — A publisher francesa alertou investidores que 2026 será “um ponto baixo” em vendas, reflexo direto do calendário enxuto de lançamentos e da reestruturação que já cortou mais de 1 000 postos de trabalho.
- Em resumo: Menos jogos, receita menor e risco de preços mais altos para o público brasileiro.
Por que 2026 será o ano mais fraco da Ubisoft?
A companhia não tem grandes estreias confirmadas além de remakes como Black Flag Resynced e projetos mobile. O último grande impulso veio em março de 2025, com Assassin’s Creed Shadows. Segundo o relatório fiscal, a receita do trimestre caiu 54% em comparação anual, algo não visto desde 2014, informa IGN Brasil.
“A falta de blockbusters empurrará nosso ponto de receita mínima para o ano fiscal de 2026”, reconheceu o CFO Frédéric Duguet no documento aos acionistas.
Como isso bate no mercado brasileiro?
Com menos títulos para gerar caixa, a Ubisoft tende a elevar a margem sobre catálogos existentes e serviços como Ubisoft+ — assinatura que custa R$ 59,90 por mês no país. Analistas ouvidos pelo BigDataUniversity projetam reajustes de até 10% nos preços de novos AAA entre 2026 e 2027, caso o dólar permaneça acima de R$ 5.
Além disso, a desaceleração encurta o suporte a estúdios locais de QA e localização. O hub latino-americano, responsável por dublagens em português, já sofreu cortes em 2024 e pode ter parte das operações transferidas para o México.
Assassin’s Creed, Far Cry e Ghost Recon saem quando?
A Ubisoft trabalha para lançar as próximas entradas apenas no ano fiscal 2027-2028, que começa em abril de 2027.
Os jogos atuais vão perder suporte?
Não. A empresa planeja manter atualizações regulares de Rainbow Six Siege, The Division 2 e For Honor para segurar a base ativa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ubisoft