Nova checagem ocular promete frear catfish impulsionado por inteligência artificial
Tinder – A plataforma de encontros anunciou recentemente que seus usuários em mercados selecionados poderão comprovar a própria identidade através do escaneamento da íris, recurso integrado ao World ID, criado pela Tools for Humanity, de Sam Altman.
- Em resumo: quem validar a íris ganha selo de autenticidade e recompensas; ferramenta segue vetada pela ANPD no Brasil.
Como funciona a leitura de íris dentro do aplicativo
A checagem será feita no próprio app, sem necessidade de hardware adicional. O registro biométrico converte o padrão ocular em um hash criptografado, dispensando o armazenamento da imagem original. Segundo a MIT Technology Review, sistemas de reconhecimento de íris apresentam taxa de erro inferior a 0,3%, bem abaixo de métodos baseados em selfie 2D.
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Por que o recurso não chegará aos brasileiros tão cedo
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados proibiu, em janeiro de 2025, a coleta de íris pelo World ID, alegando risco de exploração econômica de dados sensíveis e possível coação de grupos vulneráveis. No país, continua valendo o Face Check, verificação facial lançada em dezembro de 2025, que usa reconhecimento 3D semelhante ao adotado por aplicativos bancários.
Além de questões regulatórias, especialistas lembram que a Lei Geral de Proteção de Dados exige base legal específica para processar biometria. Caso o Tinder queira liberar o recurso por aqui, terá de submeter um relatório de impacto à ANPD e adotar minimização de dados, passos que costumam levar meses.
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Crédito da imagem: Divulgação / Tinder