Startups de IA processam WhatsApp no Cade por bloqueio em 2026
Startups de IA Luzia e Zapia protocolaram no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um pedido de medida preventiva contra a Meta, alegando que a nova política do WhatsApp Business, válida a partir de janeiro de 2026, impede empresas cujo produto principal é inteligência artificial de operar na plataforma.
O que muda com a regra do WhatsApp Business
Atualizados em outubro, os termos do serviço determinam que contas “centradas em IA” serão desativadas daqui a dois anos. Para Luzia e Zapia, que oferecem chatbots capazes de transcrever áudios, criar imagens e responder perguntas dentro do próprio aplicativo de mensagens, a decisão ameaça diretamente milhões de usuários, metade deles no Brasil.
A Meta afirma que a API do WhatsApp não foi projetada para chatbots generativos e que o uso intenso de IA geraria “pressão severa” na infraestrutura. Negócios de varejo que utilizam automação apenas para suporte continuam liberados.
Cade investiga possível prática anticompetitiva
O Cade instaurou procedimento preparatório e deu prazo até 8 de dezembro para que a Meta apresente esclarecimentos. As startups sustentam que a medida favorece o Meta AI, assistente nativo da companhia, contrariando anos de incentivo à integração de soluções externas.
Em nota, o WhatsApp classificou as denúncias como “infundadas”. Já Álvaro Martínez, CEO da Luzia, afirma que a iniciativa visa garantir competição leal no mercado brasileiro de assistentes digitais.
Relevância para empreendedores digitais
Para sites que monetizam via atendimento automatizado no WhatsApp, o bloqueio de chatbots independentes pode limitar ofertas de suporte e vendas baseadas em IA. Dados do TechCrunch mostram que mais de 200 milhões de empresas utilizam a API do aplicativo, reforçando o impacto potencial da mudança.
O desfecho do processo poderá definir se criadores de conteúdo, e-commerces e infoprodutores continuarão a adotar assistentes externos ou se ficarão restritos às soluções proprietárias da Meta. Enquanto isso, startups buscam manter operações e investidores — Prosus injetou US$ 13,5 mi na Luzia e US$ 7 mi na Zapia em 2024 — confiantes de que o Cade impedirá o bloqueio total.
Para saber como outras decisões judiciais influenciam o futuro dos assistentes virtuais no Brasil, confira nossa editoria de Conteúdo com Inteligência Artificial e continue atualizado.
Crédito da imagem: Tecnoblog
Fonte: Tecnoblog