Ciberataque rouba 8 TB da principal parceira da Apple e acende alerta de supply chain
Apple — A gigante taiwanesa Foxconn, responsável por parte da montagem de iPhones e Macs, reconheceu que unidades na América do Norte sofreram um ataque de ransomware, colocando em xeque a estabilidade da cadeia de produção que abastece também o mercado brasileiro.
- Em resumo: grupo Nitrogen diz ter sequestrado 8 TB de dados internos da Foxconn.
O que aconteceu com as fábricas da Foxconn
De acordo com a apuração da WIRED, os invasores exigem resgate não revelado para liberar os sistemas. Embora a Foxconn assegure que “operações globais seguem normais”, a interrupção em solo norte-americano pode pressionar prazos de entrega de componentes críticos.
“Algumas fábricas na América do Norte sofreram um ciberataque, e medidas de contenção foram imediatamente adotadas”, confirmou a empresa.
Existe risco de falta de estoque no Brasil?
No curto prazo, o impacto deve ser limitado porque a maior parte dos iPhones vendidos no Brasil vem de linhas na China ou na Índia, mas gargalos logísticos em território norte-americano podem refletir em modelos específicos de Mac e acessórios que utilizam peças fabricadas lá. A consultoria TrendForce lembra que paradas de apenas 48 h já repercutem em atrasos de até uma semana na etapa final de montagem.
Quais dados teriam sido roubados?
Segundo o grupo Nitrogen, projetos de hardware e informações de RH, totalizando 8 TB.
Meu iPhone atual corre risco?
Não. O ataque foi à infraestrutura da Foxconn, sem acesso aos dispositivos dos usuários.
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Crédito da imagem: Divulgação / Foxconn